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Meu filho veio morar com esposa e filha na minha casa, mas não me respeita. O que faço?

Blenda de Oliveira 08/02/2017 PSICOLOGIA
Meu filho veio morar com esposa e filha na minha casa, mas não me respeita. O que faço?
Fonte: imagem Pixabay
É preciso uma conversa para tratar de questões relevantes para os pais

por Blenda de Oliveira

“Sempre tive boa relação com meu filho até ele ser pai. Sei que ele não gosta da companheira e está passando por uma crise financeira, porque perdeu o emprego que ganhava bom salário. Arrumou outro, porém, o que ganha não é suficiente para sustentar a família, pagar as prestações do apartamento em construção e ajudar a família da esposa que atravessa dificuldades em função da perda de emprego dos pais. Ele está muito estressado com tantas demandas e tornou-se insensato, arrogante, grosseiro e indelicado comigo e com meu marido. Trouxe mulher e filha para nossa casa e há um ano estamos sustentando todos, porém, não se mostra sensível ao fato de termos acolhido a família e nos dedicarmos a eles. Não sei como agir com toda sua grosseria. Já brigamos muitas vezes e o desrespeito tem sido frequente.”

Resposta: É importante que você e seu marido sejam bastante claros com ele e a esposa. Estão fazendo algo de importante valor e ele desrespeita, agride. Isso não é aceitável e justificável, mesmo que ele esteja passando por estresse. Não aceite conversar se ele levantar o tom ou brigar. Avise antes que será uma conversa. Não entrem em questões dele, mas aquelas relevantes para vocês.

Quais?

1 - Vocês não querem ser tratados como estão sendo.

2 - Há um limite para vocês e, portanto, o limite ultrapassou.

3 - Vocês não aguentam mais ser agredidos e ter um dia a dia cheio de brigas.

4 - O que eles propõem? Se não conseguem mudar, melhor que saiam da casa de vocês e busquem um lugar para eles.

5 - Não há prazo. Ou muda já o tratamento ou terão que sair. Deixem bem claro que não querem e não suportam mais. Falem de vocês. Se entrar nas questões dele agora será bate-boca sem qualquer resultado.

6 - Sejam muito firmes e tenham em mente que já ajudaram bastante.

7 - Revisem o tamanho da ajuda. Considerem a possibilidade de fazer cortes.

Com as dificuldades que ele passa somada às demandas que tem hoje - filho, esposa, família da esposa, compra de imóvel - parece que ele está em franca regressão. Ataca vocês como se fosse um adolescente que precisa dos pais, mas não suporta e não quer precisar e depender.

Atenção!
Este texto e esta coluna não substituem uma consulta ou acompanhamento de um médico e não se caracterizam como sendo um atendimento.

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TAGS :

    mãe, filho, pais, dependência

Blenda de Oliveira

Doutora em psicologia clínica pela PUC-SP. Psicanalista pela Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo (SBPSP). Psicoterapeuta de adultos, adolescentes, crianças, famílias e casais. Atuante como Life Coaching em diversas áreas, utilizando essa metodologia para colaborar nos processos de sucessão familiar nas empresas.



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