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Importante é a qualidade de estímulos recebidos pelo cérebro

Marta Relvas 13/12/2016 SAÚDE E BEM-ESTAR
Importante é a qualidade de estímulos recebidos pelo cérebro
Fonte: imagem Pixabay
Aprendizagem está diretamente relacionada à sinaptogênse

por Marta Relvas

Segundo Relvas, “não é a quantidade de estimulos, mas a qualidade dos estimulos que o cérebro se recebe”. A comunicação entre  dois neurônios é denominado de sinapse.

Os neurônios sensitivos, de associação e os motores atuam em sinapses conjuntas,  formando o arco reflexo.  A sinapse é o espaço existente entre os neurônios e uma célula efetora (músculo e glândulas). Cada neurônio tem capacidade para fazer 60 mil sinpases, podendo receber até 100 mil impulsos elétricos por segundo. Esse quantitativo dá a ideia da complexidade das redes neurais.

A comunicação entre os neurônios é mista, ou seja, elétrica e química. Existem tipos de sinpases diferentes:

A - sinapse axodendríticas - axônio de um neurônio e o dendrito de outro.

B - sinapse axossomática – ocorre entre o terminal axônico e o corpo celular.

C – sinapse axoaxônica – entre dois terminais axônicos.

D – sinapse dendrodentrífca – entre dois dendritos.

E – sinapse neuroefetuadora – formada pelo terminal do axôniode um neurônio motor com filbras musculares ou com células secretoras.

Na maioria das sinapses existe um espaço denominado de fenda sináptica e o impulso nervoso consegue atravessar quando há liberação de neurotrnsmissores, substâncias que transmitem o impulso de um neurônio a outro.

Os neurotransmissores são substâncias químicas naturais e são produzidos nos neurônios, constituídos de aminoácidos, proteínas. Têm a função de despolarizar as membranas que recobrem os dendritos e ou a superfície celular. No processo de despolarização, os íons sódio e potássio atravessam a membrana celular, através da bomba de sódio e potássio, nessa etapa, ocorre um gasto de energia, no momento que o estímulo chega na célula nervosa, promovendo o potencial de ação.  

Para Melo, pode-se dizer que o funcionamento cerebral corresponde a correntes elétricas girando em circulos, geradas e transmitidas por moléculas químicas e por meio dessas descargas eletroquímicas, são transportadas todas a informações responsáveis na ativação das funções vitais, das funções executivas e cognitivas.
No processo da aprendizagem as terminações nervosas captam os estímulos e levam para o sistema nervoso central. São estruturas especializadas que podem ser morfologicamente e funcionalmente diferentes.

Terminações nervosas motoras – promovem o movimento muscular, alcançam diferentes regiões por meio dos nervos espinais e cranianos. Sua junção entre as fibras musculares recebem o nome de junções neuromusculares e são responsáveis pela prontidão das habilidades finas.

Terminações nervosas sensitivas e receptoras – localizam-se nas extremidades periféricas (dendritos) dos neurônios sensitivos, monitoram as condições do meio interno (corpo) ou externo (ambiente).

As funções de ambas é perceber estímulos e convertê-las em potencial de ação. Os estímulos são diferentes formas de energia existentes no ambiente que precisam ser transformados em linguagem compreensível para o sistema nervoso.




TAGS :

    sinapses, neurônios, estímulos, cérebro

Marta Relvas

Bióloga; Doutora e Mestre em Psicanálise; Neuroanatomista; Neurofisiologista; Psicopedagoga e Especialista em Bioética; Tem certificação no programa internacional em Reggio Emília Study Abroad Program na Itália; Title of People Expression Special category Best Practices in Education Neurosciences and childhood and adolescence learning of Erasmus+ University – Europe – Portugal; Membro Efetiva da Sociedade Brasileira de Neurociência e Comportamento; Membro da Associação Brasileira de Psicopedagogia Rio de Janeiro; Autora de livros e DVDs sobre Neurociência e Educação – Transtornos da Aprendizagem publicados pela Editora WAK e Editora Qualconsoante de Portugal; Atua ainda como Professora Universitária na Universidade AVM Educacional / Cândido Mendes, nos cursos de pós graduação em Psicopedagogia, Psicomotricidade, Neurociência Pedagógica, e na formação Docente; Professora na Universidade Estácio de Sá no Rio de Janeiro nos cursos das áreas: saúde, licenciatura; Professora Mentora do curso de Neurociência e Educação CBI OF Miami. Professora, pesquisadora convidada no curso de pós graduação de Neurociência do IPUB/ UFRJ. Coordenadora do Programa de Pós graduação de Neurociência Pedagógica na Universidade Candido Mendes/ AVM Educacional. Palestrante no Brasil e no exterior.



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