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De onde vem a energia que nos anima?

Redação Vya Estelar 01/01/2016 SAÚDE E BEM-ESTAR

por Nicole Witek

Como despertar a energia?

Com certeza este é o nosso recurso mais precioso. Um bem que não se pode possuir (como um objeto), nem controlar totalmente e que ainda é difícil de definir!

De onde vem a energia que nos anima?

Quando ela está presente em nós, sentimos vontade de viver, experimentar, partir para frente e quando não; sentimos uma falta tremenda, temos a impressão de que tudo pesa cruelmente, pois o fluxo de vitalidade que nos dá o sabor, o aroma e as cores, sumiu.

Como estimular essa força sutil, que ao mesmo tempo é física, mental e psíquica? Existem várias possibilidades.

O que sabemos é que nossa energia depende de uma cumplicidade entre o corpo e o espírito. Acompanhe-me, por favor, no raciocínio. Você volta do trabalho, acabado, esgotado e deita no sofá sem gás. Só pensa numa boa noite para se recuperar. De repente, toca o telefone, você estende o braço suspirando, só querendo paz. Já estava quase dormindo... Você atende, reconhece a voz e percebe que é a ligação que você esperava há uma semana. Você recebe um convite para sair.

Você mais que depressa entra no chuveiro, escolhe sua roupa, dirige até o outro lado da cidade, e passa uma noite das mais agitadas.

De onde veio toda essa energia?

Quem afirma que está na quantia de calorias que você ingeriu, engana-se. Mesmo que o alimento de boa qualidade seja necessário, não se pode negar que o seu corpo não é unicamente uma máquina, como uma fornalha, onde se queima combustível que será liberado ao longo do dia até se esgotar. Existem outros fatores que regulam seu nível de energia, principalmente os de ordem psicológicas.

De que se trata então essa “energia”?

Qual é a origem dessa força psíquica que, de repente, mobilizou suas forças para sair?

O amor, ou mais precisamente, o desejo!

Sem pensar em Sigmund Freud, toda forma de desejo nos leva à ação. O desejo sexual não se nega, porém, na paleta de todas nossas emoções, existem certas emoções que também servem como alavancas poderosas e determinarão nossos comportamentos... E nosso gás!

Você há de concordar comigo, que não se pode “medir” o consumo de combustível de uma emoção específica, mas já sabemos hoje – e muito mais do que na época do Dr. Sigmund Freud (1856-1939), que as emoções levam à produção de substâncias e se espalham no organismo através do sistema das glândulas: tiroide, suprarrenais, hipófise e glândulas do sistema reprodutor – neurotransmissores* e hormônios que interferem, seja localmente na altura de um só órgão, seja no conjunto do metabolismo. As emoções existem ao mesmo tempo como energia e matéria, e se expressam nos receptores vibratórios dentro de cada célula do corpo.

O que aconteceu com você?

Instantaneamente seu corpo mobilizou suas forças graças a uma secreção – a adrenalina – que acelera o ritmo cardíaco e aumenta o tônus muscular.

Será que nossa boa forma física depende de nosso estado psíquico?

Jacques Fricker, médico e nutricionista, em seu livro “Ser magra é se sentir bem” escreve: “No nosso modo de viver, somente 30% das 2.500 calorias queimadas durante o dia estão ligadas a uma atividade física, 20% ao funcionamento do cérebro e o que sobra é para o metabolismo basal que nos mantém vivos”. Levando em consideração o pouco de exercício físico que geralmente praticamos, esses 50% sobrando são usados para nossa vida psíquica. A distribuição dessa energia depende de nosso astral: Come-se mal porque se sente mal, ou se sente mal, então se come mal.. Como saber? Onde começa o físico e termina o psíquico? Não se sabe exatamente.

Um outro ponto de visão é o do Dr. Deepak Chopra (foto), endocrinologista e especialista em medicina psicossomática nos Estados Unidos.

Uma vez definido o tipo de cada um, graças à medicina ayurvedica (tradução: cuidados para uma vida longa), ele escreve que “Podemos controlar o nível de energia graças às sequências de movimentos (asanas ou posturas), ao remanejamento da sua casa (o corpo e a mente), aproveitando os benefícios dos alimentos mais energéticos” e “captando os fluxos de energia que circulam na natureza”.

Para isso Chopra diz que é necessário “Abrir a nossa consciência para a verdadeira tessitura do universo, feito de pura energia concentrada como matéria”.
Fonte da foto: www.nndb.com/people/269/000046131/deepak-chopra-2.jpg

Esse conceito de energia vital é comum a várias civilizações, principalmente do Oriente. “As artes marciais, a acupuntura, o shiatsu, o yoga, falam de qi”, ou “ ki” ou “prana”.

Segundo os textos antigos (Upanishad), da Índia, prana é uma energia vital universal que impregna tudo e que os seres vivos absorvem através do ar que respiram.

Segundo o yoga, prana é a somatória de todas as energias contidas no universo. O Andre Van Lysebeth (engenheiro e pioneiro do Yoga na Europa) introduziu o conceito de íons negativos e da carga eletrônica do meio ambiente e do ar respirado.

Mais recentemente, Richard Gerber, Md, autor de “Vibrational Medicine” explicou que a organização das moléculas é um rede complexa de campos energéticos intricados. Essa rede organiza e nutre sistemas energéticos sutis que coordenam a força vital dentro do corpo. Existe uma hierarquia sutil de sistemas energéticos que coordenam as funções eletrofisiológicas, hormonais e celulares dentro do corpo físico.
Fonte: http://www.commonhealth.us/images/cover6.jpg
Fonte: www.infiniteunknown.net Bruce Lipton, Ph.D., em seu livro "Biology of Belief” aponta que o cérebro gera campos energéticos que podem influenciar o comportamento das células e dos genes. O campo energético seria responsável pela transmissão e disseminação dos neurotransmissores.

Então, de onde veio essa energia que levou você para uma noite animadíssima, apesar do seu cansaço?

De várias fontes. Parte do meio ambiente externo, do ar, do sol e outras fontes eletromagnéticas e parte vem do meio interno, desde o metabolismo dos nutrientes até a qualidade dos pensamentos e das emoções.

Podemos resumir de maneira mais abrangente, dizendo que a qualidade do prana fará a diferença para “ter gás”!

A ciência moderna e o yoga mais uma vez estão de acordo.

*Candace Pert PhD: moléculas da emoção: Medicina corpo-mente

Richard Gerber, md, “vibrational medicine”

Bruce Lipton ”biology of belief”

Site que contem varias referências: www.heal-with-energy.com




Redação Vya Estelar

Ângelo Medina é editor-chefe do portal Vya Estelar. É jornalista e ghost writer. Com 30 anos de experiência, iniciou sua carreira na cobertura das eleições à Prefeitura de São Paulo em 1988 (Jornal da Cultura). Trabalhou no Caderno 2 - O Estado de São Paulo, Revista Quatro Rodas (Abril). Colaborou em diversas publicações e foi assessor de imprensa no setor público e privado. Concebeu o site Vya Estelar em 1999. É formado em Comunicação Social pela UFJF - Universidade Federal de Juiz de Fora.



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