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Terapia de escrever para resgatar o Eu. Como fazer?

Rosemeire Zago 01/01/2016 PSICOLOGIA

por Rosemeire Zago

Resposta: Escrever é uma das técnicas que podem ajudar no processo de autoconhecimento, mas apenas escrever não é suficiente, é preciso juntamente ter um suporte com um profissional, no caso psicólogo, para que possam juntos identificar as possíveis origens dos conflitos e dificuldades.

Escrever pode ajudar a descobrir o que pensamos sobre nós mesmos e principalmente os sentimentos que são despertados dentro de nós por aqueles com quem convivemos. É como se fizesse uma viagem para dentro de si mesmo.

Ao escrever você desabafa, organiza sua mente, e deixa a energia psíquica fluir. Para isso tenha em mãos um caderno, mas não se preocupe com a caligrafia; ou se preferir, digite no computador, o importante é expressar sua emoção sem permitir que a razão interfira.

Pergunta básica: O que estou sentindo?

Escreva seus sentimentos, e para isso, faça ao menos uma vez por dia aquela pergunta básica: “O que estou sentindo?” E anote cada resposta, como também escreva seus sonhos - ver série de artigos sobre interpretação de sonhos.

Você pode começar a escrever sobre as fases de sua vida: infância, adolescência, relacionamentos, vida familiar, social, pessoal... Enfim, tudo o que sente diante de situações onde nem sempre é possível falar, mas é importante expressar os sentimentos para que esses não sejam reprimidos, pois quando isso acontece, poderá ser expresso através de sintomas físicos. Quando começar a escrever poderá sentir alguma dificuldade, mas aos poucos as lembranças vão surgindo em sua mente como se fosse um filme. Depois poderá analisar com calma, de preferência, junto com um profissional de sua confiança.

Enfim, escreva tudo o que sentir e que irá colaborar para elevar seu autoconhecimento e, principalmente, anote as conversas consigo mesmo, mas sem criticar ou julgar. Lembre-se que quando falamos de sentimentos não há certo e errado, mas sentimentos, e esses devem ser SEMPRE respeitados.

Jung

Em 1920 Jung já dizia:

“Toda pessoa deveria cultivar a arte de falar consigo mesmo, como se o próprio afeto falasse, sem levar em conta a crítica. Enquanto o afeto se manifesta, a crítica deve ser evitada”.

Como vencer o medo arraigado de defender suas idéias e opiniões?

Fui bastante reprimida e discriminada na infância e adolescência, o que resultou num forte sentimento de baixa-estima que hoje luto para vencer. Mas o "martelamento" foi tão forte que mesmo quanto tento defender meus direitos e opiniões quase começo a tremer. Será possível vencer um sentimento assim já tão arraigado? Estou fazendo terapia, mas lhe escrevo na esperança de que, como especialista, possa me indicar alguns caminhos
.
Resposta: O mais indicado é o que você já está fazendo: psicoterapia. Repressão, discriminação, assim como a vergonha, humilhação, rejeição, abandono, entre outros, geram marcas profundas e podem mesmo deixar seqüelas para toda uma vida. Não é fácil após anos de repressão aprender a nos defender, mas é possível através do processo de autoconhecimento que se obtém com a psicoterapia.

É possível, sim, superar tais sentimentos, mas é preciso persistência e paciência para exercitar um outro modo de ser. Procure ser compreensiva consigo mesma, sem julgamentos, críticas, cobranças, que só potencializam os sentimentos que necessita elaborar. Não tenha medo de olhar para dentro de si mesma e buscar, não aquela que um dia te fizeram acreditar ser, pois provavelmente essa parte que olha são suas máscaras (que é importante que você as identifique), ou seja, as defesas que um dia sua mente criou para que conseguisse suportar as dores internas; mas descobrir sua verdadeira essência, aquela parte que existe dentro de você cheia de vida, luz, sabedoria, e que em nada lembra o que você se tornou.

Atenção!

As respostas do profissional desta coluna não substituem uma consulta ou acompanhamento de um profissional de psicologia e não se caracterizam como sendo um atendimento

 




Rosemeire Zago

Psicóloga com abordagem junguiana com especialização em psicossomática. Desenvolve uma abordagem voltada para o autoconhecimento e criança interior.



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