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Ato de aprender: modificação de comportamento que envolve mente e cérebro

Marta Relvas 01/01/2016 COMPORTAMENTO

por Marta Relvas

A aprendizagem acontece, com particularidades, durante toda a vida da pessoa e o aprender rompe com a ideia passiva de assimilação de conteúdos. A ação ativa do aprender necessita de uma complexa rede de operações neurofisiológicas e neuropsicológicas que ainda interagem com o meio ambiente.

A partir de então, entende-se que o ato de aprender é uma modificação de comportamento que envolve a mente e o cérebro e, para tanto, esclarecemos que a neurociência se fundamenta como a ciência do cérebro e a educação como ciência do ensino e da aprendizagem. Assim, as duas relacionam-se por proximidade devido à importância que o cérebro tem no processo de aprendizagem do indivíduo.

O estudo do processo de ensinar e aprender articula a educação e a neurociência numa prática que busca significado e qualidade.

Neurociência da educação

A neurociência da educação pode ser compreendida como o estudo da estrutura, do desenvolvimento, da evolução e do funcionamento do sistema nervoso sob o enfoque plural: biológico, neurobiológico, psicológico, matemático, físico, filosófico e computacional, voltado para a aquisição de informações, resolução de problemas e mudanças de comportamento.

Ao aproximar Neurociência e Educação, tem-se a possibilidade de realizar uma prática educativa que privilegie qualidade de vida e melhor compreensão no processo de aprendizagem.

Neste contexto, o estudo do funcionamento cerebral tem fundamental relevância onde a tarefa de estudar o cérebro humano não está restrita a um campo específico do conhecimento e, desse modo, a neurociência está agregada a outras ciências que através de uma rede de informações elabora informações e conhecimentos complexos.

É oportuno enfatizar que o cérebro é o órgão da aprendizagem essencial no processo de aprender. Ele apresenta regiões, polos, sulcos, reentrâncias e tem em sua função um trabalho em conjunto onde cada estrutura precisa interagir com a outra para ocorrer plena atividade de conectividade entre suas células neuronais.

Dessa forma, faz-se necessário entender que os conhecimentos contemporâneos da neurociência indicam que o homem é um agente ativo e pensante, e os exames funcionais de imagem cerebral permitem associar as funções mentais com o funcionamento de circuitos neuronais que se interligam a partir de diversas áreas cerebrais.

A importância é enfatizar que a neurociência da educação vem se consolidando como um campo multidisciplinar de conhecimento e atuação profissional, nas áreas de docência e pesquisa educacional, que atende aos princípios de como o cérebro aprende.




Marta Relvas

É Bióloga, Dra e Ms em Psicanálise, Neuroanatomista, Neurofisiologista, Psicopedagoga e Especialista em Bioética. Tem certificação internacional em Educação na Abordagem Reggio Emília na Itália e Title in Education Neurosciences and childhood and adolescence learning of Erasmus+ University – Europe – Portugal. É Membro Efetiva da Sociedade Brasileira de Neurociência e Comportamento, e da Associação Brasileira de Psicopedagogia. Autora de livros e DVDs sobre Neurociência e Educação pela Editora WAK e Editora Qualconsoante de Portugal. Professora Universitária da AVM Educacional / UCAM, UNESA - RJ e Professora Pesquisadora convidada no curso de Pós-graduação de Neurociência do IPUB/ UFRJ. Coordenadora do Programa de Pós-graduação de Neurociência Pedagógica na UCAM / AVM Educacional. Palestrante no Brasil e no exterior.



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