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Não consigo falar o que sinto e quando falo já explodo. O que fazer?

Redação Vya Estelar 01/01/2016 PSICOLOGIA

por Silvia Maria de Carvalho


"Sou muito rústico, bruto e sistemático. Por mais que eu tente, não consigo mudar. Sou muito fechado e contido e não consigo falar o que sinto e quando falo já explodo tudo de uma vez."

Resposta: A gente escuta por aí que nasce desse ou daquele jeito, não é? Queria te dizer, antes de tudo, sobre a influência do aprendizado na nossa maneira de ser!

Provavelmente você, como muitos de nós, foi desencorajado ou criticado ao expor seus sentimentos. É comum se ouvir coisas assim: “sensibilidade é para os fracos”, “homem não chora”, “ficar triste não resolve nada.” Ou ainda: “isso passa, deixa de bobagem”, "não se deve sentir raiva”.

Em nome da “boa educação”, aprendemos a ficar quietos para não causar constrangimentos. Não somos estimulados a dizer a alguém quando não gostamos do que a pessoa disse ou fez. Assim como não temos o hábito de elogiar: “ele não fez mais que sua obrigação”. Não é assim que a gente aprende?

E uma hora, sem nos darmos conta - principalmente no relacionamento com os mais íntimos - perdemos o controle. A tranquilidade aparente desaparece!

Temos raiva sim, somos magoados, magoamos, ficamos tristes com besteiras, temos vontade de chorar, nos emocionamos, nos sentimos ridículos.

Bem-vindo ao mundo dos humanos!

Poucas vezes reconhecemos esses sentimentos ou damos a eles o devido valor. Parece que brotam do nada. Aí aquela “boa educação” vai para o espaço, porque temos limite, não aguentamos tudo. Explodimos e geralmente numa hora que o outro nem imagina. A famosa “gota d’água” que transborda. De bonzinhos passamos a agressivos sem saber qual caminho o sentimento percorreu. Falta de treino. Falta de habilidade nossa.

Boa notícia: podemos aprender a lidar com esse turbilhão de emoções.

Aprenda a ser assertivo

Você pode aprender a ser assertivo.

1º) Assertividade é poder se expressar livremente, dizer sim ou não, respeitando seus direitos e os do outro.

2º) Assertividade é uma forma clara e equilibrada de se comunicar.

3º) Primeiro passo, reconhecer os sentimentos. Eles não precisam de justificativa pra existir. Estão todos aí. Olhe pra eles. Coloque nome neles. Perceba a relação entre eles e as situações que você vive.

4º) Depois, não espere que o desconforto numa relação se agrave para dizer o que pensa. Você sabe que pode explodir mais tarde. Nenhum problema começa grande. Dizer simplesmente que você não gosta de falar ao telefone na hora do jantar, ou que prefere ser avisado com antecedência caso um amigo desmarque o compromisso. Dizer: ”fiquei triste com essa notícia”, ou ainda “não gosto quando você fala  nesse tom comigo”, podem ser bons exemplos.

Quando somos assertivos, damos uma chance ao outro de nos conhecer. Informamos sobre nós. Ninguém, por mais óbvio que pareça, pode adivinhar o que passa na nossa cabeça. Não podemos garantir como a outra pessoa irá reagir. Portanto, você poderá escolher se quer ou não se calar. Faz parte da assertividade que você tenha essa opção.

Benefícios da assertividade

Sendo assertivo você se respeita. Melhora seus relacionamentos e cuida da sua saúde mental. Pode ser mais feliz e leve.

Tenho outra dica: experimente elogiar a outra pessoa quando ela fizer algo que você gosta. O elogio verdadeiro tem um poder infinito. Pode até reduzir as situações desagradáveis que você enfrenta. Como disse Gandhi, demonstrar amor é privilégio dos corajosos.

 

 




Redação Vya Estelar

Ângelo Medina é editor-chefe do portal Vya Estelar. É jornalista e ghost writer. Com 30 anos de experiência, iniciou sua carreira na cobertura das eleições à Prefeitura de São Paulo em 1988 (Jornal da Cultura). Trabalhou no Caderno 2 - O Estado de São Paulo, Revista Quatro Rodas (Abril). Colaborou em diversas publicações e foi assessor de imprensa no setor público e privado. Concebeu o site Vya Estelar em 1999. É formado em Comunicação Social pela UFJF - Universidade Federal de Juiz de Fora.



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