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Quero me separar, mas não consigo acompanhar esta decisão por uma ação. O que falta?

Anette Lewin 01/01/2016 AUTOCONHECIMENTO
Em certos casos o cônjuge só se convence da separação ao ver o outro ir embora

por Anette Lewin

"Tenho a decisão tomada em minha mente, quero me separar, porém preciso agir. Parece que existe uma barreira me impedindo. O casamento, está um caos, sem diálogo, cada um no seu quarto, me sinto irritadiço quando ela está por perto, nem consigo encará-la. Preciso ser feliz, quero muito isso. Tenho uma filha de 16 anos."

Resposta: Antes de mais nada vale a pena tentar entender como o casamento chegou ao caos em que se encontra para certificar-se que não há mesmo volta. Afinal, separar-se por uma sensação de "não aguento mais" ou "preciso ser feliz" é muito pouco para um casamento tão longo.

Primeira etapa: entenda o que acontece:

1º) Tente enumerar em sua cabeça o que está te incomodando: Determinadas atitudes dela?; Sua necessidade de conhecer outras pessoas?; Falta de planos em comum?

2º) Tente entender também no que a separação modificaria sua vida: Você viveria sozinho?; Compartilharia a guarda de sua filha?; Faria atividades diferentes das que faz enquanto casado?

3º) Tente entender melhor o novo caminho que quer trilhar após a separação e avalie se esse caminho realmente traz a você, não só uma sensação de maior conforto, mas também um perspectiva de vida mais adequada ao seu modo de ser.

4º) Não esqueça também de avaliar os bons momentos e tudo aquilo que vocês construíram juntos. Afinal, certamente houve períodos em que o casamento, de alguma forma, funcionou.

Segunda etapa: parta para a ação

1º) Explique à sua esposa objetivamente o motivo da separação: Uma vez cumprida essa etapa, caso a sensação de que é hora de se separar persista, você precisa retomar a conversa com sua esposa e explicar a ela por que está tomando essa decisão. Tente ser objetivo e evite retomar discussões que não levam a nada.

2º) Diga que a decisão está tomada e vocês apenas precisam resolver questões de ordem prática como moradia, guarda da filha, despesas etc.

3º) Prepare-se para reações emocionais pesadas. Afinal, você está com a decisão tomada, mas não sabemos se ela também refletiu e se preparou. Ouça o que ela tem a dizer e, se nada do que for dito mobilizar você a ponto de reavaliar o relacionamento, apenas escute sem argumentar. Argumentos nessa hora podem ser levados como dúvida e você diz que está certo de sua decisão, não é? Então apenas mantenha-a e reafirme-a quando perguntado.

4º) Comece a colocar a decisão em prática. Caso você seja a pessoa que vai sair de casa, comece logo a procurar algum lugar para ir. Em geral uma atitude concreta é muito mais convincente do que argumentos. Talvez ela só se convença de que você está indo embora, quando você realmente... for embora.

5º) Prepare-se para enfrentar momentos de dúvida, solidão e questionamento. Afinal, você ficou casado por bastante tempo e se acostumou a ter sua mulher e sua filha por perto; acostumou-se com uma situação de companhia garantida que trocará por novas companhias ou pela convivência consigo mesmo.

Tente usar sua experiência anterior para enfrentar esses momentos com lucidez e responsabilizar-se pela construção da felicidade que você tanto quer.

Vya Estelar Responde

Vya Estelar quer colocar você, querido leitor, mais perto ainda de nós. Esse profissional irá responder dúvidas enviadas pelos internautas sobre um determinado tema. A psicóloga Anette Lewin responderá sobre relacionamento amoroso, conflitos na vida a dois e conjugal. Esta resposta possui dois formatos: 1º formato: responder as perguntas enviadas pelos leitores. 2º) formato: de A a Z, explicar através de uma palavra em específico (verbete) o significado do que sentimos ao amar. Esta palavra será extraída de um e-mail enviado pelo leitor a esta coluna. Os e-mails serão selecionados e editados de acordo com critério editorial do Vya Estelar, já que não será possível responder a todos. Seu nome e e-mail serão preservados.

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Anette Lewin

É psicóloga graduada pela PUC/SP. É psicoterapeuta de adultos e adolescentes em consultório particular desde 1975 até a presente data. É coach em saúde mental.



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