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Mobilização psicofísica até os '45 do segundo tempo' pode trazer vitória

Renato Miranda 01/01/2016 COMPORTAMENTO

por Renato Miranda

No último texto (clique aqui), tratamos sobre a importância da mobilização psicofísica para o bom desempenho em competições esportivas, que por extensão, serve para nossos desafios pessoais e para outras tarefas profissionais de um modo geral.

Citamos também que neste mês (julho/2009) eu teria uma boa oportunidade de checar esse fenômeno, in loco, na 25ª edição dos Jogos Olímpicos Universitários (UNIVERSIADE), na cidade de Belgrado (Sérvia).

Ao avaliar vários desempenhos de atletas brasileiros e estrangeiros em diversas modalidades esportivas, gostaria não só de reforçar a importância da mobilização psicofísica, como dizer que a mesma, deve ser mantida até o final da atuação do atleta em sua intervenção. Só assim, principalmente quando se deseja um rendimento de excelência é possível obter sucesso.

Como exemplo, menciono que as únicas medalhas de ouro do Brasil na Universiade, foram conquistadas nos últimos segundos da luta final da modalidade taekwondo, tanto no masculino como no feminino (com Diogo e Natália).

Surge então a pergunta: Como manter a mobilização (máxima!) psicofísica (veja conceito no texto anterior) até o final da competição?

Para uma resposta objetiva e didaticamente aplicável proponho as seguintes diretrizes

Integre corpo e mente até o último minuto

• Competir com alegria

Independentemente da exigência, importância, repercussão, etc. da competição o atleta precisa exercitar (ou descobrir!), no processo de realização de suas tarefas que o esporte é, sobretudo, fonte de alegria e, portanto, ela (a alegria!) tem de ser vivenciada para que o esporte possa ser um valor pessoal – tudo aquilo que é importante para uma pessoa.

Ter coragem de agir e correr riscos

Observe que na história das conquistas esportivas, atletas só as conseguiram por que tiveram atitude (agiram sem vacilar) e correram riscos com persistência e motivação. Ao lembrar novamente nossos atletas de taekwondo que ganharam ouro na Universiade, eles só conseguiram por que arriscaram golpear os adversários nos momentos críticos da luta, ou seja, eles sabiam que poderiam perder a qualquer instante se falhassem em seus golpes.

Esperar resultados positivos

Não importa a dificuldade do desafio, o atleta que espera por resultados positivos tende a ficar mobilizado pelo tempo necessário. É claro que para tal é preciso que o atleta tenha autoconsciência de suas reais possibilidades diante o grau de dificuldade do desafio. Em outras palavras: estar preparado!

Desenvolver a autoconfiança

O desenvolvimento da autoconfiança só é possível basicamente se o atleta usufruir de treinamentos de alta qualidade (qualificação). A autoconfiança sugere o desenvolvimento do espírito de invencibilidade, não uma invencibilidade onipotente e arrogante, mas, sobremaneira na fé de acreditar plenamente em suas próprias forças e persistir mesmo quando as adversidades são grandes. Poderia dizer que o desenvolvimento da autoconfiança é a matéria-prima dos resultados positivos.

Em conclusão, para ratificar tudo o que foi dito, eu faço um desafio ao leitor: relembre todas as suas conquistas pessoais. Principalmente nas mais significativas, aposto um picolé de limão (como diz a Barbara Gancia), que você estava mobilizado até o final da tarefa.
 




Renato Miranda

Professor da Faculdade de Educação Física da UFJF; Mestre e doutor em Psicologia do Esporte (UGF); Especialista em didática e psicologia do esporte na Alemanha (Escola Superior de Esporte Alemã - Colônia) e Rússia (Instituto de Cultura Física de Moscou); Consultor de atletas em psicofisiologia (concentração, estresse. motivação e flow-feeling).



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