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Quais são seus pontos fortes e fracos? E agora... respondo o quê?

Roberto Santos 01/01/2016 COMPORTAMENTO
Ah... importante: "perfeccionismo" é de fato um ponto fraco

por Roberto Santos

Resposta: Sua dúvida é muito comum entre candidatos a uma entrevista, porque 9 dentre 10 entrevistadores de seleção a fazem em seus processos, com pequenas variações mas com o mesmo objetivo -- conhecer as contribuições e as dores de cabeça que essa pessoa vai dar para a empresa, caso optemos por contratá-la.

O problema com a pergunta e a resposta é o selecionador assumir como verdade, aquilo que o candidato informa -- do lado positivo, principalmente, porque do lado negativo, o que mais se escuta é "sou perfeccionista" ou "sou workaholic" -- trabalho demais! Por isso, os entrevistadores mais bem preparados não se contentam com a primeira parte da resposta, mas pedem um complemento importante do tipo: "Me conte dois ou três exemplos recentes em sua experiência que ilustram este ponto forte ou fraco."

Agora, se espera dados e fatos reais para se fundamentar aqueles autoelogios, como "adoro desafios" e pode vir a pergunta complementar: "OK, conte-me a última situação em que aceitou uma tarefa que estava bem além daquilo que costumava fazer..." Por esse motivo, Diana, você precisa pensar naquelas suas qualidades mais importantes -- principalmente, aquelas que já foram destacadas em suas avaliações ou comentários de chefes, colegas e subordinados -- relacionando-as com exemplos de vida real que comprovam sua veracidade e importância para você e outros que convivem e/ou dependem até certo ponto de seu trabalho.

Outro aspecto bastante útil para se preparar para responder esta pergunta é fazermos a lição de casa sobre a empresa e os requisitos do cargo para podermos planejar o que vamos falar em termos de pontos fortes e fracos, considerando o que é mais importante para o processo em questão do qual você está participando. Ah...importante: "perfeccionismo" é de fato um ponto fraco e não adianta usá-lo para parecer que é um ponto forte disfarçado, pois se o entrevistador for bom, ele não cairá nessa. Isso porque a preocupação excessiva com as mínimas minúcias e mais com a forma do que com o conteúdo de um trabalho, pode prejudicar uma carreira, tanto quanto o desleixo e desatenção total. (clique aqui e saiba mais).

 

 

 




Roberto Santos

Profissional de Recursos Humanos, com mais de 40 anos de atuação no mercado, Roberto teve diversas posições como profissional e executivo de RH em multinacionais de grande porte. É sócio-diretor da Ateliê RH, consultoria com mais de 14 anos de atuação no mercado, e distribuidor Hogan no Brasil. Mais informações: www.atelie-rh.com.br



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