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Luto: caminhos para lidar com a perda de um ente querido

Rosemeire Zago 01/01/2016 PSICOLOGIA
A morte de quem amamos, nos mostra como somos frágeis

Por Rosemeire Zago

"Após a perda de minha avó e de minha mãe de criação sinto-me angustiada, triste e até com sintomas de doenças."

Resposta: Não é nada fácil aceitar a ausência de quem amamos. Internamente, todos passamos por um período de luto, cujo tempo varia. Procure colocar para fora seus sentimentos, sua tristeza, para que não sejam somatizados e apareçam em forma de sintomas físicos, como você relata. Converse com pessoas em quem confia e que estejam dispostas a te ouvir. Se não tiver quem a ouça, desabafe escrevendo tudo que sente, mas coloque para fora tudo que sentir. Tenho certeza que ela te deixou muitos ensinamentos como herança e, principalmente, o amor que as une e isso nunca será tirado de dentro de você.

A morte de quem amamos, nos mostra como somos frágeis e mortais, pois todos nós vivemos como se fossemos imortais, não é mesmo? É um momento de reavaliar valores e principalmente a forma com que você trata e demonstra seus reais sentimentos para as pessoas que lhe são realmente caras. Momento de pensar que deve valorizar aqueles que continuam ao seu lado, antes que eles também se tornem ausentes. É momento de aprender que vale mais passar algumas horas ao lado de quem ama do que distante acumulando bens materiais, pois na verdade, são as lembranças guardadas e os laços de amor que mantêm nossos sentimentos eternamente vivos e isso ninguém pode tirar de dentro de cada um de nós. Viver é assim: aprender, recomeçar, morrer, e acima de tudo, amar.

E nesse momento, vale lembrar a frase do psiquiatra e escritor Roberto Shinyashiki:
"Quando entramos em um jardim para colhermos uma flor, sempre haveremos de colher a mais bela..."

Não sei como agir com meu namorado, ele quer ter liberdade, mas eu sempre tenho medo, acho que vou perdê-lo. Vivo em função dele.

Resposta: O ponto principal é a confiança, que parece não existir em seu relacionamento e principalmente em si mesma.

Como quer se relacionar com uma pessoa sem confiança? Você diz que tem medo dele aprontar, será que o fato de ter medo irá impedir isso de acontecer? É preciso avaliar seus medos, pois com medo de perdê-lo, você poderá realmente perder. Procure analisar a origem desse seu medo. Ele te causa insegurança com suas atitudes? Ele fala uma coisa, mas demonstra outra? É preciso que você identifique o que é fantasia do que é realidade.

Você citou algo muito importante que é estar vivendo em função dele. Pense sobre isso. Você tem deixado suas atividades em segundo plano para agradá-lo? Enquanto se está junto de alguém, é muito comum cedermos em valores que são importantes para nós e aos poucos, eles vão se somando, até que não conseguimos mais suportar conviver com quem se tornou um total desconhecido: nós mesmos!

Quando esquecemos de nós mesmos, nos desvalorizamos, deixamos de nos cuidar, entre muitos motivos, por estarmos muito ocupados em fazer o outro feliz. Será que você não está se abandonando demais e isto está colaborando para ficar ainda mais insegura?

Se não conseguir buscar estas respostas dentro de você, ou se a insegurança persistir, pense em fazer uma psicoterapia, isso poderá ajudá-la.

Perda de memória
Estou com um problemão, quanto mais leio mais esqueço de tudo.

Resposta: Nossa mente necessita ser sempre exercitada. Mas a falta de concentração e memória geralmente são sintomas do estresse. Reavalie sua vida e observe se não está se sentindo sobrecarregado, ou fazendo coisas que não gosta. Perceba o quanto sua vida está lhe causando insatisfações. Fazer atividade física poderá ajudar, como também a prática de relaxamento, meditação, que você pode encontrar em livros sobre o assunto e que geralmente trazem junto um CD com exercícios. Se depois de toda sua análise e mudança de alguns hábitos a dificuldade persistir, procure um neurologista para uma avaliação profissional.

ATENÇÃO!
As respostas dos profissionais desta coluna não substituem uma consulta ou acompanhamento de um profissional de psicologia ou psiquiatria e não se caracterizam e como sendo um atendimento




Rosemeire Zago

Psicóloga com abordagem junguiana com especialização em psicossomática. Desenvolve uma abordagem voltada para o autoconhecimento e criança interior.



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