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Redes sociais mudaram nossa forma de se relacionar

Karina Simões 01/01/2016 COMPORTAMENTO
Não basta apenas saber operar as ferramentas, mas saber operar-se

por Karina Simões

Não há como negar que a era digital trouxe profundas modificações no comportamento humano.

Grandes estudiosos, como o psicólogo Dr. Cristiano Nabuco (USP), têm se dedicado ao tema, e tornado compreensível que depois dos sites de relacionamentos e redes sociais, deixamos de ser as mesmas pessoas.

Explico: os hábitos cotidianos passaram a ser diferentes. Passamos a ter novas posturas no trato com os "amigos virtuais" e até vivenciar personalidades diferentes daquela apresentada no mundo real.

Essas novas personalidades ou comportamentos podem se manifestar do seguinte modo: quem se apresenta expansivo pode vir a se apresentar recatado, quem é tímido e introvertido se apresenta muitas vezes extrovertido e expansivo.

Vários transtornos, como por exemplo, fobia Social, transtorno depressivo, transtorno de ansiedade, transtorno de controle do impulso... podem se sobressair dessa nova conduta. Estudos mostram e chegam a responsabilizar desfazimentos de relações conjugais e apresentam grandes estatísticas de relacionamentos amorosos que surgiram a partir do uso das ferramentas eletrônicas.

Como tudo, os benefícios e malefícios do uso dos sites de relacionamentos não podem ser categorizados como diabólicos ou fantásticos, já que tudo precisa ser analisado a partir das repercussões geradas na subjetividade humana. A internet tem de tudo, e assim tudo serve para o bem ou para o mal. O que nunca se pode descuidar é a possibilidade de se fazer um mal uso pela falta de conhecimento responsável sobre a consequência da utilização.

Por outras palavras, é preciso tornar consciente ao usuário que ele está manipulando um instrumento preciso e de efeito significativo nas áreas mais sublimes do homem, o afeto, o hábito; enfim o jeito de ser e de viver.

Para tanto, não basta apenas saber operar as ferramentas, mas saber operar-se, ou seja, olhar para si e responder à básica pergunta que norteia o caminho de cada pessoa: é isso mesmo que eu quero para mim?

As redes sociais devem ser manipuladas e nunca o contrário, manipular nossas condutas e sentimentos, para que a vontade consciente seja o que nos faz acessar o link para a felicidade... com responsabilidade!




Karina Simões

Psicóloga clínica cognitivo-comportamental. Possui especialização em Psicologia da Saúde e Desenvolvimento pela UFRN. Especialização pela Faculdade de Medicina do IPHC da USP. Membro da Federação Brasileira de Terapias Cognitivas - FBTC. Mais informações: www.karinasimoes.com.br



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