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Liberte-se da miopia social

Tatiana Ades 01/01/2016 COMPORTAMENTO
Observe-se sempre, isso é essencial

por Tatiana Ades

Quando perco (não enxergo) a sutileza do outro ser humano, perco um pouco mais de mim ...

Essa sociedade "míope emocional", enxerga padrões, estereótipos, observa a ponta do iceberg e é incapaz de analisar o imenso e incansável universo que se encontra embaixo.

Por isso, os rótulos se tornam tão rápidos e violentos, as críticas se manifestam em bocas exaltadas, proliferações de julgamentos insensatos são imediatamente processados em olhos que enxergam apenas o que é visto, dito ou feito.

E assim, a humanidade, vai se tornando robótica, insensível e enfadonha.

O outro é "bom ou mal", legal ou chato, bonito ou feio.

No momento em que rotulo o outro, estou retirando um pouco mais da capacidade de esclarecimento de mim e do universo em que habito. Nessa hora, sou o senhor da razão, o grande ditador, permitindo que a minha crítica seja o meu instrumento de consolo (ah! e nem isso percebo!).

Quando estou inteiro, evitando disfarces, máscaras e encarando os meus erros, só assim enxergarei sem óculos embaçados.

Não é fácil, para os poucos que enxergam além dos muros pintados pela sociedade, conseguirem conviver nessa liquidez caótica.

Mas é bem melhor a solidão inefável da lucidez do que a escuridão nefasta da miopia do inconsciente.

Seis dicas para se libertar da miopia social:

1ª) Observe o outro e questione;

2ª) Observe-se sempre, isso é essencial;

3ª) Limpe o seu "lixo interior", ou seja, livre-se de preconceitos;

4ª) Você não é obrigado a aceitar, mas é bem melhor compreender uma atitude para julgá-la de fato;

5ª) Amar a si mesmo só é possível quando um conhecimento sobre quem eu sou de fato existe;

6ª) Só posso amar e realmente conhecer o outro se esse processo já tiver sido feito em mim.

Julgamento é falta de informação; conheça a você mesmo e mude a sua forma de enxergar o mundo!




Tatiana Ades

É psicanalista e escritora e teatróloga. Em seus livros, o foco de estudo é o comportamento humano e o amor patológico. Tem em seu currículo várias peças escritas e encenadas nos teatros de São Paulo, além de ter concorrido ao prêmio Shell de melhor texto teatral com Os Viúvos – Teatro Ruth Escobar (2003). Como escritora, em 1998, ganhou um concurso com o conto O silêncio da raposa. Eles são o resultado de uma pesquisa de três anos: Hades – Homens que amam demais e As escravas de Eros.



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