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Como tratar e lidar com a ansiedade na gravidez

Joel Rennó Jr. 01/01/2016 SAÚDE E BEM-ESTAR
Evite a automedicação

por Joel Rennó Jr.

"Estou grávida e sempre tive uma ansiedade muito grande, sempre fico muito nervosa, gostaria de saber como fazer para controlar isto. Qualquer coisa me abala a ponto de ficar muito sensível e chorosa."

Resposta: A ansiedade na gravidez só deve ser tratada quando for persistente, causar prejuízos de diversas ordens, além de um intenso sofrimento.

Ansiedade pode ser um estado emocional normal, circunscrito a determinados contextos e situações de vida. É até útil dentro de limites para preparar o organismo para reações de luta ou defesa. Ansiosos queixam-se muito de medo e sensação de perda de controle. Pode ter causas comportamentais, psicológicas, biológicas e genéticas. Porém, quando começa a tomar proporções maiores com incapacitação e sofrimento, cristaliza-se sob a forma de ansiedade patológica, necessitando de tratamento; principalmente quando algum transtorno psiquiátrico está presente como o transtorno do pânico, transtorno de ansiedade generalizada, fobias, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) etc.

Ansiedade elevada na gravidez: efeitos

Ansiedade constantemente elevada durante a gestação pode levar a maiores riscos de crescimento intrauterino retardado, parto prematuro e até, nos casos mais severos, abortamentos espontâneos. Por isso precisa ser tratada, avaliando-se os riscos e benefícios do tratamento versus os do não tratamento.

Ansiedade leve

Quadros leves e não patológicos de ansiedade resolvem-se com técnicas de relaxamento, treinamento de respiração abdominal, meditação, além de ioga e acupuntura. A psicoterapia comportamental e cognitiva, além da interpessoal costumam ser eficazes em quadros clinicos leves e moderados.

Ansiedade grave

Nos quadros mais graves de ansiedade, deve-se utilizar antidepressivos com cuidados e orientação de um psiquiatra (isso é obrigatório, ou seja, que o psiquiatra auxilie o obstetra nessas situações mais críticas). Deve-se evitar o uso de ansiolíticos, popularmente conhecidos como “calmantes”- aqueles medicamentos de tarja preta.

Dica importante: cafeína, cigarro, álcool e outras drogas estão proibidas na gravidez por inúmeros motivos e riscos. Qualquer medicamento, por mais simples que seja, sempre deve ser tomado apenas com a permissão do médico responsável. São questões básicas e gerais, mas que ainda causam inúmeros transtornos e graves sequelas para várias mulheres gestantes e seus bebês.




Joel Rennó Jr.

Dr. Joel Rennó Jr. MD, Ph.D. Professor do Departamento de Psiquiatria da FMUSP. Diretor do Programa de Saúde Mental da Mulher - Instituto de Psiquiatria da USP. Médico do Corpo Clínico do Hospital Israelita Albert Einstein- São Paulo. Coordenador da Comissão de Estudos e Pesquisa de Saúde Mental da Mulher da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). www.psiquiatriadamulher.com.br



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