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Órtese e prótese: entenda a diferença

Juliana Prestes Mancuso 01/01/2016 SAÚDE E BEM-ESTAR

por Juliana Prestes Mancuso

Prótese e próstese são duas palavras de origem grega, formadas com o mesmo tema, thésis, do verbo títhemi, colocar, acrescentar. Diferem entre si quanto ao prefixo pró ou prós.

Ambos os prefixos preexistiam na língua grega com as funções de advérbio e de preposição. Pró tem o sentido de "na frente", "diante de", e prós o de "junto a", "sobre", "próximo".

Em grego clássico também já havia os termos próthesis e prósthesis, o primeiro na acepção de "colocação à frente", "diante de" e o segundo no sentido de acréscimo, adição.

Órtese, apesar da semelhança com prótese, tem etimologia (origem) muito diversa. Órtese é oriundo da palavra grega orthósis, formada, por sua vez, de orthós, reto, direito, e o sufixo sis. Este sufixo grego expressa ação, estado ou qualidade. Orthósis é a ação de endireitar, de tornar reto, retificar.

Na terminologia médica atual considera-se prótese a peça ou dispositivo artificial utilizado para substituir um membro, um órgão, ou parte dele, como, por exemplo, prótese dentária, ocular, articular, cardíaca, vascular etc. Mais recentemente, além do conceito anatômico, nota-se a tendência de considerar como prótese também os aparelhos ou dispositivos destinados a corrigir a função deficiente de um órgão, como no caso da audição.

A fisioterapia no passado era vista apenas como uma forma de prescrever órteses e próteses a fim de melhorar a função da articulação ou do membro "substituído". Órtese tem um significado mais restrito e refere-se unicamente aos aparelhos ou dispositivos ortopédicos de uso externo, destinados a alinhar, prevenir ou corrigir deformidades ou melhorar a função das partes móveis do corpo. Entre os procedimentos incluídos estão a prescrição de calçados ortopédicos, muleta, prótese mamária estética (não cirúrgica), cadeira de rodas, andador, palmilhas, coletes, cintas entre muitos outros.

O principal objetivo das órteses e próteses é alinhar as articulações e musculatura visando o mais próximo da normalidade anatômica. Prevenir, diminuir ou minimizar deformidades devido a uma má função articular e reduzir movimentos involuntários.

O papel do fisioterapeuta é muito importante desde o momento do diagnóstico até a adaptação com a órtese ou prótese, melhorando assim a qualidade de vida do paciente.




Juliana Prestes Mancuso

É formada pela Universidade Anhembi Morumbi, especializada em Fisioterapia Ortopédica e Traumatológica pelo Instituto Cohen de Ortopedia e Medicina Esportiva, Fisiologia do Exercício pela Universidade Veiga de Almeida, Fisioterapia do Sistema Musculoesquelética pela Universidade São Marcos e em acupuntura e medicina chinesa pelo Centro Científico Cultural Brasileiro de Fisioterapia. É responsável pelo site e grupo de discussão Fisioterapeutas Plugadas.



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