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Falta de treinamento reprime inteligência

Renato Miranda 01/01/2016 SAÚDE E BEM-ESTAR
Talento: é preciso dar vazão

por Renato Miranda

Quando falamos de inteligência sinestésica (saiba mais), a abordagem esportiva tende a ser destaque, pois é no esporte que encontramos uma das grandes possibilidades para a demonstração desta inteligência.

Vale lembrar o que falamos sobre inteligência sinestésica: Quando vemos um atleta profissional (ou mesmo amador) atuando de maneira espetacular, que consegue controlar seu corpo (movimentos!) em diversas situações complexas de execução motora (execução hábil) ou de manusear objetos com a mesma sofisticada expressividade com naturalidade e de forma funcional; aí estamos diante de uma inteligência sinestésica.

Se essa peculiar inteligência permite, especialmente, atletas amadores e profissionais a aprender, aperfeiçoar e especializar movimentos com certa facilidade, é fundamental considerar que "ser inteligente sinestésico" não basta.

É preciso dinamizar e expandir a inteligência sinestésica e para tanto basta compreender uma única palavra: Treinamento. Treinar a mente para usar o corpo de forma eficaz e treinar o corpo para atender à força expressiva da mente.

Em pressuposto a simultaneidade (corpo-mente!) referida acima para ser progressivamente aperfeiçoada e sofisticada precisa de um alicerce sólido construído por uma rotina de treinamento de qualidade.

Na medida em que o atleta aprende algo e sistematicamente evolui determinado aprendizado, através de treinamento, o mesmo é capaz de estar sempre sofisticando movimentos e capacidades especiais.

Nesse sentido, é com disciplinado comportamento para o treinamento constante que o atleta desenvolve e promove a expansão de sua inteligência.

Muitas pessoas que possuem uma determinada inteligência (sinestésica, lógico-matemática, linguística e outras), mas não a expande com a vivência prática e treinamento constante, acaba por não projetar determinado talento. É notório que a falta do treinamento reprime a inteligência.

Talvez seja essa uma das hipóteses para muitos talentos não serem revelados ou muitos desses serem "oprimidos". Oportunizar treinamentos de qualidade é dar chance ao futuro desabrochar de talentos especiais.

Alguém já pode ter percebido que atletas não muitos talentosos se tornaram profissionais. E por outro lado, muitas pessoas com grande talento na juventude não conseguiram se revelar. Ao pesquisar a rotina das pessoas envolvidas nesse exemplo, possivelmente se descobrirá que foi o treinamento o fator determinante para tal ocorrência.

Um talentoso sem treinamento constante é como uma potente energia que ao não ser utilizada perde sua força de dinamismo e como não tem objetivo se esvai com o passar do tempo.

Revelar talentos e mantê-los motivados em regime de treinamento para o aperfeiçoamento constante é o grande desafio de pais, treinadores, professores e demais especialistas.

Talento: é preciso dar vazão

Um talento sinestésico que não tem oportunidade para expandir tal característica, tem tudo para experimentar sentimentos negativos de angústia, tristeza, desânimo, introspecção demasiada, frustração e outros.

O talento sinestésico que tem a referida oportunidade, mas no entanto não desenvolve a autodisciplina para o constante treinamento, também sofrerá as consequências emocionais negativas como arrependimento, conflitos internos, excitação exacerbada e outros.

Coincidir a descoberta do talento pela própria pessoa e a mesma ter condições de aperfeiçoá-lo por meio do treinamento sistematizado de qualidade é uma rica experiência de satisfação e alegria.

Treinar é teoricamente simples de entender, mas colocar tal entendimento em prática exige muita autodisciplina e é necessário ter a feliz oportunidade de descobrir, em alto nível, boas respostas para duas questões: onde e com quem treinar?




Renato Miranda

Professor da Faculdade de Educação Física da UFJF; Mestre e doutor em Psicologia do Esporte (UGF); Especialista em didática e psicologia do esporte na Alemanha (Escola Superior de Esporte Alemã - Colônia) e Rússia (Instituto de Cultura Física de Moscou); Consultor de atletas em psicofisiologia (concentração, estresse. motivação e flow-feeling).



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