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Dê um basta à falta de respeito em sua vida!

Patricia Gebrim 01/01/2016 AUTOCONHECIMENTO
Se respeitar é se proteger

por Patricia Gebrim

Por mais que seja difícil encarar esse fato, a verdade é que se as pessoas faltam com o respeito a você é porque de alguma maneira você vem permitindo que isso aconteça. Não importa se isso vem acontecendo no trabalho, na família ou em seu relacionamento amoroso, você precisa mudar essa situação.

Por desrespeito estou me referindo a situações em que você é desconsiderado, desacatado, muitas vezes até agredido, física, moral ou verbalmente. Aqui pode-se incluir o uso de termos ofensivos, tratamento humilhante, críticas exageradas com o intuito de rebaixar o outro, promessas repetidamente não cumpridas, mentiras, enfim, a lista pode aumentar muito se pensarmos nas sutilezas em que isso pode se manifestar.

Ora, por que alguém permite que isso aconteça?

Na maioria das vezes por medo. Medo de perder o emprego, medo de ser abandonado por alguém, medo de confrontar a situação e ser ainda mais desrespeitado. E assim, um pouco por vez, as pessoas vão se encolhendo, aceitando uma grosseria aqui, uma crítica maldosa ali, cedendo à vontade do outro mesmo sem querer, sendo muito mais flexíveis do que seria saudável. E é assim que um dia se veem em situações absurdas, sem nem mesmo saber como foram parar lá.

Atitude. Mais importante do que as palavras.

É comum que as pessoas que se permitem ser assim desrespeitadas já não acreditem na sua capacidade de impedir que isso aconteça. Quando perguntadas sobre o assunto, muitas vezes dizem que já se cansaram de falar e pedir ao outro que as respeitasse, sem obter sucesso. Mas, eis a minha pergunta:

- Será que, além de falar, tomaram atitudes coerentes?

Pois de nada adianta dizer que gostaria que as coisas mudassem, mas continuar lá, permitindo que o desrespeito aconteça. Muitas vezes o outro só irá entender que você realmente não aceitará mais aquela forma de tratamento se as suas palavras vierem acompanhadas de uma atitude. Por atitude não estou sugerindo que você desrespeite o outro também, mas sim que você se proteja. Você tem todo o direito de se proteger, de se afastar da pessoa que o está ferindo. Não há culpa alguma nisso. Retire-se, se for necessário, afaste-se. Negue-se a permanecer em uma relação desrespeitosa.

É preciso, antes de mais nada, que você compreenda o que vem aprisionando você e que você tome uma decisão forte, no seu íntimo, de não permitir mais que aquilo aconteça. Pense também no que pode fortalecer você. Procure caminhar na direção da sua independência, é fundamental que você se aproprie da sua vida e sinta-se livre. Procure ajuda, caso não consiga sozinho. Dependendo do que estiver lhe acontecendo você pode recorrer a um psicólogo, a grupos de ajuda ou até mesmo à Delegacia de Polícia (no caso de agressões físicas). O importante é que você decida não permitir que aquilo se repita.

Imponha-se. Sua submissão não pode ser o preço para estar em um relacionamento, seja ele de negócios, familiar ou amoroso. Temos que permanecer em um relacionamento apenas se aquela relação nos fizer bem. Caso contrário podemos, e devemos, nos retirar. Não deixe que o medo tome as decisões por você.

Caso esteja em uma relação onde se sinta desrespeitado, converse calmamente com a outra pessoa e diga-lhe que não permitirá mais que isso aconteça. E se voltar a acontecer (provavelmente isso acontecerá, pois a pessoa irá testar a seriedade do que você disse), aja de forma a validar suas palavras. Recuse-se a continuar desempenhando o papel de vítima. Em geral, quanto mais uma pessoa cede à falta de respeito, menos é respeitada, gerando um círculo vicioso que se agrava mais e mais.

Supere o medo e aprenda a respeitar a si mesmo, só assim você conseguirá quebrar esse círculo vicioso.

Todas as pessoas são merecedoras de respeito e consideração, pense nisso!




Patricia Gebrim

É Psicóloga Clínica, atua numa abordagem transpessoal. Seu trabalho é direcionado a favorecer o autoconhecimento e a transformação das crenças limitadoras que nos mantêm aprisionados a padrões repetitivos de escolhas. É escritora, publicou 'Gente que mora dentro da gente' e o best-seller 'Palavra de Criança' pela editora Pensamento



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