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Amizade e afinidade: como transformá-las em namoro?

Eduardo Yabusaki 01/01/2016 PSICOLOGIA
Perseverança pode vencer barreiras que pareciam intransponíveis

por Eduardo Yabusaki

Pessoas solteiras e disponíveis para viver um relacionamento reclamam que têm dificuldade de encontrar um par amoroso. Acabam por ficar descrentes na possibilidade de encontrá-lo e passam a se dedicar a outros aspectos de suas vidas, também importantes como: trabalho, família, amigos...

Dedicam-se ao trabalho para uma melhor colocação; aos amigos que acabam exigindo atenção; à família de origem; fazem cursos, não restando muita paciência e energia para dedicar-se à busca de um par.

Nesse cotidiano surge a figura do amigo (a), muito próximo com quem compartilha atividades, diversão, por vezes confidências, e que se mostra muito interessado, disponível em ajudar e muitas vezes aconselhar com sua visão e dicas que orientam em momentos críticos.

Ideias diferentes passam a fazer parte dos pensamentos:

- Quem é essa pessoa que se torna tão íntima e próxima, com quem sinto-me tão à vontade e amparada?

- Será que essa amizade pode ser mais que isso, de repente virar um namoro?

- Posso estar me sentindo atraída ou envolvida por esse amigo (a)?

Essa situação pode acontecer. Afinal, duas pessoas que vivem uma relação tão próxima podem criar outros interesses e desejos, mas com os quais podem sentir-se confusas ou receosas em manifestar e expor, podendo deixar passar uma oportunidade de ouro.

Quando perceber que possui sentimentos que transcendem à amizade, avalie-os e encontre o momento para manifestar tais sentimentos; não vale a pena deixar de vivê-los ou demonstrá-los por circunstância alguma, portanto tenha cuidado sim, mas não prevenção demais.

Cinco passos para ajudá-la a sentir-se mais segura e confiante:

1º) Manifeste seus sentimentos de afeição, atração e carinho da forma mais natural e espontânea, de um jeito que se sinta o mais confortável;

) Observe a receptividade do outro lado, se é tranquila e natural, ou se constrange ou inibe seu amigo, procure não forçar uma situação, mas também não desista logo de cara;

3º) Não receie expor verbalmente se questionada, fale abertamente de seus sentimentos e atratividade que está sendo gerada;

4º) Não tema se de imediato não for recíproco, sua iniciativa pode fazer com que a pessoa passe a se observar e te observar de forma diferente, com um outro olhar e que até então não era considerado;

5º) Não desista rápido, lembre-se que a perseverança pode vencer barreiras que inicialmente pareciam intransponíveis, mesmo que do outro lado a pessoa conclua que não seja possível um relacionamento mais íntimo e envolvente, no mínimo permanecerá a amizade.

Para viver um grande amor e um relacionamento compromissado, tudo vale a pena. Portanto, acredite sempre, vá a luta e seja feliz!




Eduardo Yabusaki

Eduardo Yabusaki - Psicólogo e Sexólogo Especializado em Terapia Comportamental Cognitiva, Terapia de Casal e Terapia Sexual. Coordenador do Curso de Sexologia Clínica ministrado em diferentes cidades há mais de 15 anos. Docente convidado do Curso de Fromação em Sexologia Clínica de BH. Responsável pelo www.vidadecasalbh.com.br



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