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Os 12 passos do A.A são suficientes para se livrar do alcoolismo?

Joel Rennó Jr. 01/01/2016 SAÚDE E BEM-ESTAR
Sistema de apoio do AA deve ser integrado a outras ações

por Joel Rennó Jr.

Resposta: Tenho a Medicina como um sacerdócio. Escolhi a Medicina, e, consequentemente, decidi atuar na área da Saúde Mental por acreditar na capacidade de transformação do ser humano. Acredito que nenhum ser humano pode se beneficiar na vida se lhe for negado os sistemas de apoio para tais benefícios.

Os 12 passos são um dos sistemas de apoio para o tratamento do alcoolismo e devem ser integrados a outras ações.

Vejo o A.A. como um excelente facilitador, bem como suas literaturas sobre o tema e proposta para familiares e alcoolista. Geralmente, a pessoa que utiliza o álcool sente-se rejeitada por suas tentativas fracassadas, com a crença de que: "Ninguém pode me compreender". Muitas vezes tornam-se avessos a orientações de entes queridos, médicos e outros profissionais.

É frequente também que devido às situações causadas pela utilização da bebida, familiares, amigos, e outros, vão se afastando. Sentem-se excluídos na sua própria dor.

Acho que o A.A. é uma irmandade que oferece os sistemas de apoio conhecidos por aqueles que compartilham aquela dor. Para frequentar basta a pessoa ter o desejo de parar de beber. Aprender a falar e ouvir experiências reais, genuínas, de alcoolistas que hoje se mantêm ou não sóbrios, mas compartilham do mesmo desejo, e passaram (ou estão passando) pelos mesmos sofrimentos. Os doze mandamentos é um dos apoios.

Acredito que muitas vezes as pessoas que sofrem de alcoolismo tem ou desenvolvem transtornos associados ao alcoolismo. Daí a importância da integração plena das diversas formas e possibilidades de tratamentos e prevenções.

Os Doze Passos (para os Alcoólicos Anônimos) são:

1º) Admitimos que éramos impotentes perante o álcool – que tínhamos perdido o domínio sobre nossas vidas.
2º) Viemos a acreditar que um Poder superior a nós mesmos poderia devolver-nos à sanidade.
3º) Decidimos entregar nossa vontade e nossa vida aos cuidados de Deus, na forma em que O concebíamos.
) Fizemos minucioso e destemido inventário moral de nós mesmos.
5º) Admitimos perante Deus, perante nós mesmos e perante outro ser humano, a natureza exata de nossas falhas.
6º) Prontificamo-nos inteiramente a deixar que Deus removesse todos esses defeitos de caráter.
7º) Humildemente rogamos a Ele que nos livrasse de nossas imperfeições.
8º) Fizemos uma relação de todas as pessoas que tínhamos prejudicado e nos dispusemos a reparar os danos a elas causados.
9º) Fizemos reparações diretas dos danos causados a tais pessoas, sempre que possível, salvo quando fazê-lo significasse prejudicá-las ou a outrem.
10º) Continuamos fazendo o inventário pessoal e, quando estávamos errados, nós o admitíamos prontamente.
11º) Procuramos, através da prece e da meditação, melhorar nosso contato consciente com Deus, na forma em que O concebíamos, rogando apenas o conhecimento de Sua vontade em relação a nós, e forças para realizar essa vontade.
12º) Tendo experimentado um despertar espiritual, graças a esses Passos, procuramos transmitir essa mensagem aos alcóolicos e praticar esses princípios em todas as nossas atividades.

Fonte: www.alcoolicosanonimos.org.br

Atenção!
As respostas do profissional desta coluna não substituem uma consulta ou acompanhamento de um profissional de psiquiatria e não se caracterizam como sendo um atendimento




Joel Rennó Jr.

Dr. Joel Rennó Jr. MD, Ph.D. Professor do Departamento de Psiquiatria da FMUSP. Diretor do Programa de Saúde Mental da Mulher - Instituto de Psiquiatria da USP. Médico do Corpo Clínico do Hospital Israelita Albert Einstein- São Paulo. Coordenador da Comissão de Estudos e Pesquisa de Saúde Mental da Mulher da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). www.psiquiatriadamulher.com.br



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