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Dor emocional revela apego a uma crença ou ideia

Saulo Fong 01/01/2016 COMPORTAMENTO
Ato de introspecção possibilita autoconhecimento

por Saulo Fong

Qualquer sensação de incômodo ou desconforto físico ou emocional pode ser interpretado como dor.

A dor exige nossa imediata atenção para aquilo que está causando o incômodo. Se a causa e a origem da dor for física, basta evitar o estímulo que está causando o desconforto ou propiciar um ambiente para que o corpo se regenere.

Mas o que fazer com a dor de origem emocional?

Ao contrário das dores físicas que denunciam alguma lesão no corpo, as dores emocionais denunciam o apego a alguma crença ou ideia. Elas são mais subjetivas que as dores de origem física e podem desencadear fortes emoções. Enquanto que a dor de origem física pode levar à morte caso a lesão seja grave e nada seja feito; a dor emocional não traz nenhum risco de vida por si só. É importante salientar que a dor de origem emocional também é sentida fisicamente no corpo.

Primeiro passo para lidar com a dor emocional

O primeiro ponto para lidar com a dor emocional, é reconhecer que o estímulo externo é apenas um gatilho que desencadeou um processo interno de dor e não a causa em si. Se interpretarmos o gatilho externo como a origem responsável pelo incômodo interno, perdermos uma grande oportunidade de se conhecer, se desenvolver e aumentar nossa capacidade de resiliência (de superar). A verdadeira origem de qualquer dor emocional é interna.

Dito isso, temos no mínimo três opções para lidar com a dor emocional:

1ª) Resistir à dor indo contra as emoções que se manifestam. Toda resistência causa tensão. Resistir à dor emocional faz com que lutemos contra aquilo que é natural em nós. As emoções desencadeadas por qualquer dor possuem grande energia que afeta todo nosso corpo. As pessoas que resistem a essas emoções aumentam as tensões nos seus corpos e, muitas vezes, ficam com traumas relacionados ao estímulo da dor.

2ª) Ignorar a dor e se afastar do estímulo que desencadeou o processo. Esta opção talvez seja a mais simples, pois basta não entrar em contato com o gatilho que desencadeou a dor. Entretanto, essa opção é paliativa, pois eventualmente a pessoa terá de enfrentar o fato que gerou a dor, como por exemplo a morte de um ente querido, ou a vida acabará por proporcionar uma situação semelhante. Essa opção não traz nem autoconhecimento e nem desenvolvimento pessoal.

3ª) A terceira opção é adotar uma atitude meditativa para com a dor. Para isso basta "olhar para dentro", se perceber, enfrentar e aceitar a dor sem resistência, acompanhando, vivenciando e acolhendo quaisquer emoções, sentimentos e sensações que surgirem. Essa atitude gera transformação, autoconhecimento e desenvolvimento pessoal, pois aumenta a flexibilidade e a resiliência emocional. Tomamos consciência daquilo que não podemos controlar, de nossos sentimentos e amadurecemos emocionalmente. Essa é a opção que exige mais coragem, pois para muitas pessoas lidar com fortes emoções é lidar com o desconhecido.

De qualquer maneira, a forma de interpretar a dor é uma escolha totalmente pessoal. Ela pode ser a inimiga que gera sofrimento ou a amiga que traz autoconhecimento e desenvolvimento pessoal para sua vida.




Saulo Fong

Master Coach e Terapeuta Transpessoal do Instituto União em São Paulo. Especialista em integração mente-corpo, meditação e relacionamentos humanos.Trainer em PNL (Programação Neurolinguística) com formação em Hipnoterapia, Constelações Sistêmicas Familiares e Organizacionais, Renascimento e Medicina Psicobiológica. É instrutor faixa-preta 3º Grau de Aikido e praticante de Kendo (2º Dan). Ministra cursos, treinamentos e workshops na área de desenvolvimento pessoal, autoconhecimento e relacionamentos humanos. Mais informações: www.comomeditar.com.br



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