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Dez regras para você entrar com o pé direito na vida adulta

Redação Vya Estelar 01/01/2016 COMPORTAMENTO
Leve-se sempre a sério

Por Irany Ferreira

1ª) Evolua da mesada para o salário

Independência financeira é uma forma concreta de se tornar independente dos pais e fornece uma experiência vital. Controlar as finanças, ganhar e gastar o menos que puder diminui a hierarquização vincular com o mundo dos adultos, favorecendo um melhor trânsito de relação e de troca. Evoluir da mesada para o salário de estagiário, ou de outro trabalho, tem como grande lucro a independência pessoal. Isso permite administrar a questão do quero (desejo) versus posso (realidade).

2ª) Evite ao máximo ficar com dependências na faculdade

O curso superior provavelmente é fruto de uma livre e amadurecida escolha. Se é o que se deseja, não há razão para não fazê-lo bem feito. Um currículo com dependência em matérias, pode fazer a diferença na sua carreira na hora da seleção. Dar conta daquilo que se comprometeu, cumprir um contrato, é uma tarefa importantíssima.

3ª) Se organize para ter seu lazer no final de semana

Sair para a balada durante a semana, durante o período de aulas, ou mesmo durante a realização do estágio, atrapalha o rendimento profissional. Se sair, procure voltar o mais cedo possível, e especialmente cumprir o combinado com seus pais.

Não é fácil transitar do papel de estudante, para um papel de adulto propriamente dito. O mundo do estudante é um e quando se começa a trabalhar, adentra-se em outro mundo totalmente distinto. Não poder acordar mais tarde, mesmo que seja uma vez por semana, é um grande sofrimento. E com certeza os amigos não irão desaparecer. É sempre uma questão de poder se reorganizar nos encontros, festas e saídas.

4ª) Busque um único vínculo amoroso

Com esse pressuposto se poderá mergulhar na relação amorosa com uma intimidade cada vez maior, obtendo uma qualidade vincular e relacional mais próxima da que vai encontrar na fase seguinte, quando se fará uma escolha mais decidida e única. Assim, terá maturidade para chegar ao casamento e constituir família. Poder abrir mão de outros vínculos amorosos concomitantes (ficantes - ele ou ela é só para transar) é um exercício necessário e importante.

5ª) Parar de ficar e de ter rolos

Como é difícil abrir mão do ficar, brinco que tem de abrir mão de ser um "serial kisser". É importante deixar de ser um colecionador de troféus, calcinhas ou de cuecas. Abrir mão da quantidade e da rapidez que caracteriza esses vínculos é uma transição difícil. São evoluções progressivas, de patamar para patamar. Poder evoluir do "é só por uma noite", ou "durou uma semana ou quinze dias" para se dispor a ter uma relação que passe a durar meses e até anos, envolve uma transformação que passa pela contenção do desejo e pela modificação de uma atitude de que só vale se for para o aqui e agora, ou a rápida e imediata satisfação do desejo. Viver o momento, claro que é prazeroso, mas não é o suficiente para levar o individuo para um relacionamento estável, profundo e duradouro.

6ª) Interrompa o uso de drogas

É fundamental se questionar sobre seu uso. Algumas famílias toleram e aceitam o uso de maconha na adolescência. Mas a partir do momento que se atinge os 18 anos, a sociedade passa a lidar de maneira diversa com essa questão. Os adultos jovens são responsáveis legalmente falando por si mesmos, podem até ser presos dependendo da quantidade de droga que estiverem portando. São situações profundamente impactantes, constrangedoras e comprometedoras do ponto de vista da integridade e da auto estima.

7ª) Se beber, não dirija. Não transe no carro e não dê carona para estranhos ou amigos que estejam portando drogas

Ser responsável pela direção do carro é uma das aquisições fundamentais nesta fase. Cuidar de si e dos outros demonstra apego, interesse e amor próprio. Na direção do carro procure andar dentro da lei, evite pontos na carteira de motorista.

8ª) Experimente e administre o ficar em casa sozinho no final de semana

Se os pais viajam no final de semana e o jovem tem a oportunidade de ficar sozinho na sua casa, o que será que pode acontecer? Essas serão duas combinações muito interessantes para sua vida. Se cuide e se organize. Seja responsável com a limpeza e alimentação, mesmo que receba os amigos. Isso ajuda no processo de acreditar e afirmar em si mesmo. Ter por complementaridade a credibilidade por parte dos pais, confirma sua posição existencial e o liberta para dar mais um passo à frente.

Tenha um cuidado especial com o combinado com os pais em relação se pode receber o namorado (a), e se esse (a) pode ou não dormir em casa. Isso porque hoje é bem mais fácil e possível esse diálogo com os pais.

9ª) Aprofunde o vínculo com seus pais

Alem de já estar se relacionando de igual para igual, busque ampliar e aprofundar o vínculo com seus pais. Experimente convidar para almoçar, um de cada vez, junto com você aos sábados, portanto, ora teremos uma dupla filho (a) com pai, e ora a outra dupla filho (a) com mãe, e que permanecerão juntos por algumas horas tendo a oportunidade de ter uma conversa com cada um em separado, construindo desde já, uma nova possibilidade de se re-conhecerem. Isso nos próximos anos facilitará até a saída do filho (a) de casa, pois já estará garantida a possibilidade de continuidade vincular, afastando de uma certa forma as ameaças referentes à saída da casa dos pais. E também ajudará no relacionamento com figuras de autoridade que encontrará na vida profissional.

10ª) Leve-se sempre a sério e cuidado com a superexposição nas redes sociais

Acredite nos seus projetos e faça o que goste. Lute por eles. Se for um artigo que tenha vontade de escrever, escreva logo. Se for um roteiro de um filme, faça-o. Se quiser tirar umas fotos em branco e preto, tire-as. Mas cuidado com selfies e superexposição nas redes sociais. Em suma, legitime seus desejos. Evite viver com projetos interrompidos e frustrações, pois é uma grande estratégia para se atingir a felicidade.

Irany Ferreira é psiquiatra especializado em adoslecentes




Redação Vya Estelar

Ângelo Medina é editor-chefe do portal Vya Estelar. É jornalista e ghost writer. Com 30 anos de experiência, iniciou sua carreira na cobertura das eleições à Prefeitura de São Paulo em 1988 (Jornal da Cultura). Trabalhou no Caderno 2 - O Estado de São Paulo, Revista Quatro Rodas (Abril). Colaborou em diversas publicações e foi assessor de imprensa no setor público e privado. Concebeu o site Vya Estelar em 1999. É formado em Comunicação Social pela UFJF - Universidade Federal de Juiz de Fora.



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