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Dez cuidados para quem tem um relacionamento amoroso no trabalho

Tatiana Ades 01/01/2016 COMPORTAMENTO
Separe sempre seus sentimentos de suas atividades profissionais

por Tatiana Ades

Atualmente o trabalho consome a maior parte de nosso tempo e as atividades sociais inerentes a ele entram nesse cotidiano.

Um olhar, um gracejo, aquela esticadinha depois do trabalho (happy hour) são comuns. Enfim... o cenário está pronto para iniciar um caso ou mesmo um romance entre colegas de trabalho.

Mas como balizar uma relação passional, um estopim de emoções favoráveis e adversas que podem lhe tirar a razão?

A primeira atitude quando se nota o surgimento de uma atração, é a decisão de racionalizar sentimentos, segregando o pessoal do profissional. É fácil imaginarmos a intenção, mas não somos seres assim tão práticos e em diversas ocasiões os impulsos podem sobrepor à razão. Explico:

Existem duas variáveis centrais nas relações entre colegas: o indivíduo carente fica exponencialmente mais susceptível a se envolver no trabalho de forma espontânea, já que passa a maior parte de seu tempo útil dentro desse ambiente. E, caso o par tenha um relacionamento, existe a possibilidade de surgir conflitos que podem afetar simultaneamente a vida emocional e a carreira.

As empresas reconhecem essa possibilidade e pela lei trabalhista não podem proibir seus funcionários de terem um relacionamento amoroso. No entanto, não custa verificar qual é a política da empresa onde você trabalha, em relação a namorar um colega de trabalho.
 
Independente disso, embora na prática não seja tão simples assim, os limites entre vida profissional e pessoal devem ser respeitados.  

Dez cuidados para quem tem um relacionamento amoroso no trabalho:

1º) Evite carícias, apelidos, cena de ciúme nas dependências da empresa;

2º) Evite troca de e-mails pessoais e bilhetinhos dentro do local e horário de trabalho;

3ª) Detalhes do relacionamento não devem ser comentados nunca;

4ª) Evite brigas, discussões e choro por telefone, mesmo que seja dentro do banheiro, devem ser evitados, pois geram fofocas;

5ª) Controle seus impulsos e separe sempre seus sentimentos de suas atividades profissionais, altos e baixos podem interferir na sua produtividade;

5º) Conviver simultaneamente numa relação amorosa e profissional requer a habilidade de passar de um papel para o outro com a destreza de um equilibrista;

6ª) Não controle, nem impeça as amizades do seu companheiro com os demais colegas de trabalho;

7º) O bom relacionamento interpessoal do par amoroso pode ser confundido com namoro. É incrível, mas quem está à sua volta sabe se você está tratando de assunto de trabalho ou namorando...;

8º) Cuidado para não correrem o risco de se distanciar do grupo de trabalho e alimentar esse tipo de suspeita;

9º) Caso exista um real interesse entre o(a) superior(a) e subordinado(a), antes de qualquer atitude, deve ficar claro que não haverá qualquer favorecimento ou malefício como consequência desse romance;

10º) Caso o relacionamento termine, é importante manter a ética e não sair falando mal do outro.




Tatiana Ades

É psicanalista e escritora e teatróloga. Em seus livros, o foco de estudo é o comportamento humano e o amor patológico. Tem em seu currículo várias peças escritas e encenadas nos teatros de São Paulo, além de ter concorrido ao prêmio Shell de melhor texto teatral com Os Viúvos – Teatro Ruth Escobar (2003). Como escritora, em 1998, ganhou um concurso com o conto O silêncio da raposa. Eles são o resultado de uma pesquisa de três anos: Hades – Homens que amam demais e As escravas de Eros.



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