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Cultura de gerações prejudica meio ambiente

Marilena Lavorato 01/01/2016 SERVIÇO

por Marilena Lavorato

As emissões advindas de combustíveis fósseis, as queimadas, os desmatamentos, entre outros, causam impactos que interferem no clima. Mas o principal inimigo do clima é a forma como forças políticas importantes lidam com elas.

Não estamos falando apenas de governos e sim das múltiplas forças que decidem os rumos da economia no mundo, como por exemplo, grandes conglomerados industriais. Tem sua raiz na formação cultural de gerações que cresceram com uma visão de mundo libertário, e que veem as intervenções (da ciência, governo ou ambientalistas) como obstáculos que paralisam e não como oportunidades de inovação e adaptação a novos tempos e demandas.

O Banco Mundial divulgou recentemente relatório produzido pelo grupo filantrópico Fundação Climate Works que afirma que produção econômica global poderá aumentar em até 2,6 trilhões de dólares adicionais por ano, ou 2,2 por cento, até 2030 se as políticas governamentais melhorarem a eficiência energética, a gestão de resíduos e o transporte público. E mais, as políticas climáticas poderão evitar 94 mil mortes por ano.

Por isso, não é lógico a demora em tomar atitudes firmes em relação às emissões, mesmo depois de confirmada e reconfirmada pela comunidade científica a interferência das atividades humanas no clima e os benefícios de políticas públicas. Chegamos a um ponto em que mudar as velhas fórmulas (modelos de crescimento que não levam em conta a variável ambiental; crescimento nem sempre é sinônimo de desenvolvimento) que ditaram regras (modelos extrativistas e de grande consumo - e até desperdício - de matérias-primas; e que não priorizam a preservação ambiental, a inclusão social e, por isso, são insustentáveis). Essa mudança de política ambiental é crucial para a humanidade.




Marilena Lavorato

É Publicitária (PUCC) com especialização em Marketing (ESPM), Negócios (FGV/SP), Sociologia e Política (EPGSP/SP), Gestão Ambiental (IETEC), e Gestão Empresarial Estratégica (USP). Organizadora do Programa Benchmarking Ambiental Brasileiro, Co-Editora do Livro BenchMais, Presidente do Comitê de Sustentabilidade do Instituto Mais, Professora e conferencista para os temas Benchmarking Ambiental e Marketing Verde em universidades e congressos. Mais informações: www.institutomais.org



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