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Minha colega de trabalho vive tentando puxar meu tapete. O que faço?

Roberto Santos 01/01/2016 COMPORTAMENTO
A incompetência gerencial é muito maior do que a competência

por Roberto Santos

"Sou funcionária publica municipal e procuro ficar o maior tempo ocupada para evitar comentários. Sou auxiliar em uma parte do local em que trabalho seis horas por dia de segunda a sexta. E como nem sempre ha trabalho neste local, me disponibilizei a ajudar colegas de outros departamentos. Há um ano entrou uma colega nessa área em que ajudo e ela começou a demonstrar interesse em ir para o meu local. Ela faz o serviço dela devagar, pergunta a todo o momento, mesmo já sabendo o procedimento. Ela tenta fazer com que eu fique presa, por exemplo, no computador e tenta ir para o meu departamento. Ambas somos concursadas. Faço o meu trabalho honestamente e tenho orgulho disso. Percebo que ela não gosta quando me elogiam e sempre que pode me dá umas alfinetadas. Esse e o segundo emprego da vida dela. E bem mais jovem que eu, 10 anos, e acredita ser melhor que os outros. Critica sempre que pode e gosta de uma fofoca. Como nunca passei por isso, tenho dificuldades em lidar com ela. Tento não dar ouvidos e procuro ficar um bom tempo longe de seu departamento."

Resposta: As empresas, como outros grupos, sempre correm o risco de serem contaminados por pessoas negativas, desonestamente competitivas e prontas para puxar os tapetes e atropelar quem lhes bloqueia o caminho. Especialmente, quando o processo seletivo é por concurso público em que características de personalidade não são avaliadas.

Contudo, é importante que esses desvios de conduta e de ética sejam atribuídos ou relacionados à juventude dos profissionais. Existe veneno escorrendo pelas bocas e corações de pessoas de todas idades, raças e credos. Existem arrogância e a vã ilusão de se julgar superior aos outros em diferentes estratos sócioeconômicos e fases da vida.

Num grupo são, dentro de uma cultura organizacional sadia, pessoas como a descrita por você, acabam sendo expelidas, geralmente por uma liderança atenta e guardiã de valores importantes como a cooperação, a honestidade e a excelência no desempenho profissional. Parece mercadoria rara no mercado atualmente? Provavelmente sim.

A incompetência gerencial é muito maior do que a competência, infelizmente. Caberia na solidão de cada contribuidor nas empresas públicas e particulares, manterem-se em seu fio de prumo daqueles valores. Deixar-se levar pelo jogo, ou pior, entrar nele, para quem não é do time do negativo e do veneno, pode ser chamar para si uma derrota dupla -- perde-se para quem é experiente em tramoias, falsidades e traições e perde-se o mais importante, a estabilidade daquele fio de prumo que orienta as carreiras para construções sólidas. Em suma, fique na sua, cara leitora!




Roberto Santos

Profissional de Recursos Humanos, com mais de 40 anos de atuação no mercado, Roberto teve diversas posições como profissional e executivo de RH em multinacionais de grande porte. É sócio-diretor da Ateliê RH, consultoria com mais de 14 anos de atuação no mercado, e distribuidor Hogan no Brasil. Mais informações: www.atelie-rh.com.br



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