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Criança possui lastro emocional para aprender com autoconfiança

Marta Relvas 01/01/2016 COMPORTAMENTO
Criança quando vai à escola geralmente é um misto de alegria e ansiedade

por Marta Relvas

A neuroaprendizagem emocional é uma parte integral da aparente aprendizagem cognitiva. A aprendizagem emocional acontece em um contexto dinâmico, relacional e emocional inconsciente. A emoção vai dando forma à cognição e a aprendizagem.

E a análise do circuito neurobiológico das estruturas e funções do cérebro, caso ocorra a desrregulação desses circuitos neurais, pode provocar os problemas emocionais como depressão, ansiedade, fobias, entre outros.

A eficácia emocional da criança se relaciona com a percepção da própria capacidade de lidar, monitorar, manejar e mudar sentimentos adversos que inibem a persistência da busca de um objeto. Ela pode experimentar sentimentos e pedir ajuda, o que a torna um aprendiz eficiente e mais confiante em si.
Imagem: emoção dá forma à cognição e a aprendizagem

A função da escola e do educador nesse processo é: promover eventos que colaborem com a sociabilidade e o prazer de aprender de maneira mais solidária e cooperativa, auxiliar a negociação de conflitos, ensinar a assumir responsabilidades por ações e seus comportamentos afins de não imputar culpa aos outros.

A criança quando vai à escola geralmente é um misto de alegria e ansiedade, tanto para as crianças como para os pais, reagindo de maneiras diferentes uma das outras. Problemas emocionais exigem um olhar e um acompanhamento, muitas vezes tratamentos mais específicos, pois podem desencadear distúrbios psicossomáticos, tais como: cefaleia, diarreia, dores de barriga e outros, que são transitórios. Logo que a criança se adapte à escola os sintomas e sinais desaparecem.

Diante disso, a conscientização dos profissionais e familiares perante os portadores de necessidades especiais deverão ser respeitadas em seus direitos e deveres.

A qualidade da educação especial deve ser atribuída aos pais e professores a fim de se evitar a decadência silenciosa do aprendizado. O incentivo, portanto, é fundamental para a progressão e melhoria do desempenho geral do indivíduo. Em síntese, é preciso garantir que o indivíduo tenha percepção integrada de si mesmo com objetivo de interpretar adequadamente os sinais sociais, promovendo então a básica capacidade de confiar no outro e aceitar transitoriamente a dependência para o desenvolvimento.




Marta Relvas

Bióloga; Doutora e Mestre em Psicanálise; Neuroanatomista; Neurofisiologista; Psicopedagoga e Especialista em Bioética; Tem certificação no programa internacional em Reggio Emília Study Abroad Program na Itália; Title of People Expression Special category Best Practices in Education Neurosciences and childhood and adolescence learning of Erasmus+ University – Europe – Portugal; Membro Efetiva da Sociedade Brasileira de Neurociência e Comportamento; Membro da Associação Brasileira de Psicopedagogia Rio de Janeiro; Autora de livros e DVDs sobre Neurociência e Educação – Transtornos da Aprendizagem publicados pela Editora WAK e Editora Qualconsoante de Portugal; Atua ainda como Professora Universitária na Universidade AVM Educacional / Cândido Mendes, nos cursos de pós graduação em Psicopedagogia, Psicomotricidade, Neurociência Pedagógica, e na formação Docente; Professora na Universidade Estácio de Sá no Rio de Janeiro nos cursos das áreas: saúde, licenciatura; Professora Mentora do curso de Neurociência e Educação CBI OF Miami. Professora, pesquisadora convidada no curso de pós graduação de Neurociência do IPUB/ UFRJ. Coordenadora do Programa de Pós graduação de Neurociência Pedagógica na Universidade Candido Mendes/ AVM Educacional. Palestrante no Brasil e no exterior.



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