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14 questões sobre absorventes higiênicos

Redação Vya Estelar 01/01/2016 SAÚDE E BEM-ESTAR

Da Redação

Até meados dos anos de 1960, muitas mulheres utilizavam as chamadas ‘toalhas higiênicas’, que eram lavadas para serem usadas novamente no próximo ciclo menstrual.

Além de não ter praticidade, também não eram nada higiênicas, pois a reutilização levava ao acúmulo de bactérias. Esse hábito já é passado. As mulheres contam hoje com absorventes higiênicos industrializados, internos ou externos, e com características que atendem às várias necessidades e exigências das consumidoras. São produtos que fazem parte da rotina da maior parte do público feminino, da puberdade até a menopausa. Diante dessa realidade, vale a pena ficar atenta aos esclarecimentos dados pela ginecologista Dra. Rosa Maria Neme. Ela responde várias questões sobre o uso dos absorventes.

1. A cobertura dos absorventes é segura para a saúde?

Sim, porque a maior parte dos absorventes é fabricada com matérias-primas especiais para esse tipo de uso. O importante é prestar atenção para o caso de reações alérgicas, principalmente naqueles com cobertura que não são de algodão, pois podem prejudicar a ventilação e favorecer o aparecimento de infecções.

2. Qual a diferença entre um absorvente externo e interno?

Os absorventes externos são usados por fora do corpo, se aderem à calcinha e devem ser usados na presença de fluxo menstrual pequeno ou no final do ciclo menstrual das mulheres. Já o interno é inserido dentro da vagina para absorver o fluido antes de sair do corpo.

3. Com que frequência é necessário trocar o absorvente externo e interno?

O ideal varia num intervalo entre duas e quatro horas. Mas, tudo dependerá da intensidade do fluxo menstrual de cada mulher e da necessidade pessoal. É importante lembrar que não é aconselhável ficar muitas horas sem trocá-lo, porque isto pode ocasionar um odor desagradável, alergias e proporcionar a proliferação de bactérias.

4. É possível substituir o uso do absorvente externo pelo interno durante todo o ciclo?

É possível. Em geral, os absorventes internos não oferecem nenhum risco à saúde da mulher, desde que sejam usados de forma correta, ou seja, trocados em um período máximo de até 4 horas e que se mantenha os cuidados de higiene adequados.

5. Todo mundo pode usar absorventes internos? Mesmo garotas virgens ou aquelas que acabaram de menstruar?

Todas as mulheres podem usar, incluindo garotas virgens, porque não há nenhum risco de romper o hímen. Entretanto, a mulher pode sentir um pouco de desconforto na colocação desse tipo de absorvente.

6. Absorventes internos podem provocar choque tóxico?

O choque tóxico pode acontecer diante de uma contaminação pela toxina da bactéria stafilococos aureus. Pode ser uma infecção grave e inclusive em alguns casos, levar à morte. O uso correto do absorvente interno, com troca regular a cada 4 horas, ajuda a evitar esse tipo de infecção.

7. Existe absorvente ecológico?

É um absorvente interno na forma de uma tacinha que é lavável, após sua utilização. A questão é que o absorvente convencional de algodão, e que é desprezado depois do uso, tende a ser mais higiênico.

8. Como saber se o absorvente interno foi bem colocado?

Se a mulher não tem nenhuma sensação de desconforto ao inseri-lo na vagina, é sinal de que foi bem colocado. Para retirá-lo, basta puxar a cordinha ligada a ele. Agora, se o barbante sumir é necessário retirar o absorvente interno com o dedo. Caso tenha dificuldade, procure um ginecologista.

9. Quem tem candidíase pode usar absorvente interno?

Não há nenhum problema, porque o absorvente interno não piora a candidíase. Porém, o uso prolongado dele, além do permitido pode causar infecções bacterianas, como tricomoníase e vaginose bacteriana.

10. É possível utilizar um absorvente interno durante a noite?

É possível, mas não aconselhável. Se a mulher quiser usá-lo, esse deve ser colocado na hora de dormir e retirado quando acordar. O que deve ser avaliado é a intensidade do fluxo e o conforto pessoal.

11. Como descobrir o tamanho certo do tampão interno?

Em geral pela quantidade de fluxo menstrual. Caso o fluxo seja intenso, o ideal seria usar o tamanho super. Caso contrário, usar os que possuam dimensões menores.

12. Quais são as vantagens que eles apresentam em relação aos demais absorventes?

Eles podem ser usados diariamente durante o período menstrual. A grande vantagem é a mulher ter mais liberdade para frequentar ambientes, como praia e piscina, durante o período menstrual. A desvantagem é que devem ser trocados em um período, em geral, mais curto que o absorvente externo.

13. Mesmo quando bem colocado, há o risco do fluxo vazar ou a mulher pode se sentir segura usando o absorvente interno?

Há risco de vazar se o fluxo menstrual for muito intenso. Por isso, existem tamanhos diferentes para atender a cada necessidade. Nesse caso, deve-se trocar o absorvente em um período mais curto de tempo. Seguindo-se a orientação do tempo de troca e os cuidados necessários, a mulher pode se sentir segura.

14. Existe problema em usar absorventes diários, tipo protetores de calcinha, todos os dias?

É problemático sim, porque isso aumenta o calor na região vaginal e a umidade, o que favorecem a ocorrência de infecções.




Redação Vya Estelar

Ângelo Medina é editor-chefe do portal Vya Estelar. É jornalista e ghost writer. Com 30 anos de experiência, iniciou sua carreira na cobertura das eleições à Prefeitura de São Paulo em 1988 (Jornal da Cultura). Trabalhou no Caderno 2 - O Estado de São Paulo, Revista Quatro Rodas (Abril). Colaborou em diversas publicações e foi assessor de imprensa no setor público e privado. Concebeu o site Vya Estelar em 1999. É formado em Comunicação Social pela UFJF - Universidade Federal de Juiz de Fora.



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