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Tenho 23 anos e ainda não beijei. Sempre minto para os outros que já namorei

Anette Lewin 01/01/2016 PSICOLOGIA
O beijo certo não existe!

por Anette Lewin

"Bem meu problema é grave, me sinto uma et. Tenho 23 anos e nunca namorei, nem sequer beijei. Quando um rapaz se aproxima, fico nervosa e não sei o que fazer, tenho medo de fazer tudo errado. Nem sei o que falar. Eles até me elogiam e pedem pra ficar comigo. Vejo as minhas amigas namorando e outras até casando e me pergunto se tem alguma coisa errada comigo. Quero namorar e casar, construir uma família. Mas acho que isso não vai acontecer. Espero que você possa me ajudar dando sua opinião. Ninguém sabe e é difícil me abrir para as pessoas, sempre quando o assunto é relacionamento, tenho que mentir, dizendo que já namorei. Me ajude!"

Resposta: O que atrapalha um possível relacionamento amoroso é seu medo de fazer tudo errado, que pressupõe que exista um jeito certo que todos já descobriram menos você.

Vale a pena você tentar desconstruir essa premissa e levar em conta alguns pontos de reflexão.

Até o expert na "arte de beijar" pode não agradar

Ninguém, que já beijou, nasceu sabendo. As pessoas aprendem na prática e vão descobrindo formas mais agradáveis para si mesmas e para seus parceiros. O beijo certo não existe! Existem formas de beijar que podem agradar a alguns, mas não a outros. E isso varia de acordo com as pessoas envolvidas. Assim, mesmo quem se diz expert em beijar está, no mínimo, exagerando; mesmo quem tem muita experiência não agradará a todos. Nesse sentido, você não está tão distante dos outros quanto imagina...

Não há idade certa para começar a namorar

Outro tabu que pode estar atrapalhando você é o mito da idade certa para namorar. Começar cedo não significa começar na hora certa. Muitas pessoa beijam, namoram, casam com qualquer pessoa só para dizer que tiveram tais experiências. Quando questionadas o que ganharam com isso, pouquíssimas sabem responder colocando seus sentimentos de forma adequada. Cansei de perguntar a adolescentes que beijaram cinco, seis, dez numa balada, o que sentiram ao beijar; "Ah, foi bom, beijei mais que minhas amigas". Sim, mas o que você sentiu? Silêncio.

Beijar pode ter valor competitivo

Tudo isso para dizer que às vezes, beijar aos 13, 15, 18 etc tem apenas um valor competitivo, sendo completamente vazio no campo dos prazeres pessoais. Não deve ser exatamente para competir que você quer beijar, namorar, casar, não é? Então cultive a tranquilidade de passar por essas experiências quando se sentir pronta e, claro, encontrar um parceiro que agrade.

Lembre-se também que você não deve satisfações de sua vida amorosa a ninguém. Você tem 23 anos e é inteiramente dona de suas atitudes. Esconder o que já fez ou o que não fez é um direito seu e, se você acha melhor dizer que já beijou para preservar sua intimidade sem sofrer gozações ou pressões, assuma essa mentira que, afinal, não prejudica ninguém.

Por fim, quando você concretizar seu primeiro beijo evite julgamentos precipitados e classificações cartesianas como: foi bom ou foi ruim. Pense sobre a experiência, tente entender o que sentiu, do que gostou, do que não gostou, enfim, evite mergulhar na vida amorosa sem saber o que está fazendo. A consciência é a maior aliada de escolhas eficazes e de uma vida amorosa feliz.

Vya Estelar Responde

Vya Estelar quer colocar você, querido leitor, mais perto ainda de nós. Esse profissional irá responder dúvidas enviadas pelos internautas sobre um determinado tema. A psicóloga Anette Lewin responderá sobre relacionamento amoroso, conflitos na vida a dois e conjugal. Esta resposta possui dois formatos: 1º formato: responder as perguntas enviadas pelos leitores. 2º) formato: de A a Z, explicar através de uma palavra em específico (verbete) o significado do que sentimos ao amar. Esta palavra será extraída de um e-mail enviado pelo leitor a esta coluna. Os e-mails serão selecionados e editados de acordo com critério editorial do Vya Estelar, já que não será possível responder a todos. Seu nome e e-mail serão preservados.

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Anette Lewin

É psicóloga graduada pela PUC/SP. É psicoterapeuta de adultos e adolescentes em consultório particular desde 1975 até a presente data. É coach em saúde mental.



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