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Encontrar um grande amor depende de sorte?

Eduardo Yabusaki 11/06/2019 COMPORTAMENTO
Encontrar um grande amor depende de sorte?
Fonte: imagem Pixabay
Permita-se ser amado

Por Eduardo Yabusaki

Muitos se perguntam: como encontrar um grande amor. Será que esse encontro depende de sorte? Devemos ficar à mercê da casualidade de termos a sorte de nos depararmos com quem vá atender às nossas expectativas afetivas e emocionais?

Sendo um profissional da área da saúde mental, mas principalmente das relações interpessoais de vínculo, não posso crer ou estimular a ideia de que para encontrarmos um par ideal, em que o amor verdadeiro possa ser experimentado, vamos depender de sorte, digo sim que nós mesmos fazemos a nossa própria sorte.

Esta afirmativa decorre de que as pessoas por vezes ficam na expectativa de que o grande amor de sua vida vá simplesmente surgir ou bater à sua porta, e na busca do que quer que seja e, principalmente de um relacionamento profundo, envolvente e significativo, é inaceitável uma postura de passividade ou de expectativa.

Nesta busca temos que ser essencialmente proativos, ou seja, não podemos ser expectadores da nossa própria vida, temos que fazer a nossa parte. Ou seja, de forma geral temos que ir em busca dos nossos sonhos e desejos. E, na esfera afetiva, não é diferente.

A grande questão é como viver essa busca?

Viver em busca do grande amor é que não deve ser o posicionamento ou postura de vida, mas sim viver a vida da melhor forma possível e, dessa forma, poder viver o seu melhor em seu dia a dia; é assim que as oportunidades poderão surgir.

Buscar freneticamente o grande amor de sua vida pode criar uma condição emocional de comportamento e atitudes que podem torná-lo obsessivo. Isso pode gerar condições negativas ou desagradáveis para si mesmo e possíveis interessados.

Viva sim suas rotinas cotidianas, porém, não dependa apenas delas, procure viver situações de socialização do seu agrado de convivência, ou até mesmo, situações específicas para conhecer pessoas com os mesmos propósitos e interesses, como: grupo de caminhada, de leitura, de degustação gastronômica, passeios e viagens... Enfim, atividades que sejam do seu agrado e que possibilitem uma convivência dentro de condições confortáveis para você.

O mais importante é observar as pessoas que sejam do seu interesse e que lhe atraiam de forma diferente das demais. Da mesma forma, que você se faça interessante e atraente aos olhos dos outros, sendo você mesmo, se manifestando e destacando o que considere suas virtudes e beleza física também.

Portanto, nossa ideia é de que não dá para ficar esperando o grande amor cair em nosso colo, mas pode acontecer de você se sentar no ‘lugar certo’. Quem sabe ele pode se sentar ao seu lado e confirmar ou não a possibilidade de se viver um grande amor. Dessa forma, a sua sorte estará lançada, tudo poderá acontecer, sem garantias ou roteiros, mas, quem sabe,  com envolvimento, entrega, afeto e intensidade, a construção do grande amor poderá acontecer.

Viva sua vida afetiva, mas acima de tudo, permita-se ser amado; seja você mesmo e seja feliz!




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    amor

Eduardo Yabusaki

Eduardo Yabusaki - Psicólogo e Sexólogo Especializado em Terapia Comportamental Cognitiva, Terapia de Casal e Terapia Sexual. Coordenador do Curso de Sexologia Clínica ministrado em diferentes cidades há mais de 15 anos. Docente convidado do Curso de Fromação em Sexologia Clínica de BH. Responsável pelo www.vidadecasalbh.com.br



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