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Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade

Soraya Rodrigues de Aragão 26/02/2019 PSICOLOGIA
Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade
Fonte: Google Imagens
Saiba os sinais

Por Soraya Rodrigues de Aragão

O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neuropsicológico, de causas genéticas, que geralmente surge na infância, sendo a síndrome mais comum em crianças e adolescentes.

3 a 5% da população infantil sofre com o TDAH. Está associado a disfunções no córtex pré-frontal, dentre outras áreas do cérebro correlacionadas com a ação de alguns neurotransmissores envolvidos em processos cognitivos que necessitam de ativação da vigilância para processos de aprendizado e atenção.

Fique atento aos sinais:

Muitas vezes o TDAH é confundido com falta de limites e regras delimitadas por parte dos pais ou educadores no âmbito escolar (bem como em outros contextos), onde são observados determinados problemas comportamentais como:

- falta de concentração (vive no “mundo da lua”);

- problemas de memória;

- transtornos de tiques;

- dificuldade em ler e escrever;

- desatenção, inquietude (“motor ligado” 24 horas por dia);

- impulsividade, desorganização;

- dificuldade em manter o foco em uma atividade especifica e concluir tarefas;

- dificuldade em obedecer regras e consequentemente problemas de relacionamento envolvendo limites estabelecidos socialmente como regras de boa convivência.

A criança hiperativa vive entre dois extremos: a falta de foco, onde qualquer estímulo seria suficiente para tirar-lhes a atenção na atividade que está sendo desenvolvida ou a total atenção em algo, onde qualquer estímulo interno ou externo seria irrelevante e consequentemente desconsiderado por elas, “desligando-se” do mundo à sua volta.

Embora no TDAH as crianças tenham comportamentos impulsivos e “sem limites”, isso não significa que em alguns casos específicos o que a criança realmente tem é falta de educação e pouca imposição de limites no processo educacional familiar. Somente um psicólogo, psiquiatra ou um neurologista podem diagnosticar se trata de falta de limites ou TDAH.

Igualmente interessante é desmistificar que somente crianças e adolescentes são portadoras do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade. O fato de tornar-se adulto não é garantia para não ser diagnosticado com TDAH, pois o tempo não cura, o que cura é um tratamento profissional qualificado e multidisciplinar. Caso não seja devidamente tratado, o TDAH acompanhará o indivíduo até a idade adulta, podendo o mesmo desenvolver outras comorbidades (doenças relacionadas) como transtornos de ansiedade. O tratamento inclui medicação e psicoterapia.




TAGS :

    psicologia, TDAH, psiquiatria

Soraya Rodrigues de Aragão

Soraya Rodrigues de Aragão é Psicóloga, Psicotraumatologista, Expert em Medicina Psicossomática e Psicologia da Saúde. Escritora e palestrante. Conselheira terapêutica em violência entre parceiros íntimos. Pesquisadora em Transtornos de Ansiedade e Especialista em Transtorno de Pânico. Autora dos livros: "Fechamento de ciclo e renascimento"; "Supere desilusões amorosas e pertença a si mesmo"; " Liberte-se do Pânico e viva sem medo!" www.sorayapsicologa.com, www.alquimiadavida.org



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