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Estou com dor na lombar. Posso malhar?

Milena Imaizumi 17/09/2018 SAÚDE E BEM-ESTAR
Estou com dor na lombar. Posso malhar?
Fonte: Google Imagens
Dores na coluna não devem ser encaradas com naturalidade

Por Milena Imaizumi

E-mail enviado por uma leitora:

“Uma semana atrás, senti umas dores na lombar quando terminei de executar meu exercício de musculação. Aí no outro dia senti fortes dores na lombar e eu não podia nem me mexer direito. Queria saber se posso malhar ou tenho que parar? Tenho um desvio na coluna, minha coluna e tipo um S.”

Resposta: Seguramente, você terá que parar de treinar musculação nas 4 a 6 primeiras semanas após a primeira crise de dor na coluna. Denominamos “descanso ou repouso ativo”. Isto é, você não fica deitada de repouso numa cama, como alguns ortopedistas ainda recomendam, mas deixa de realizar muitos movimentos corporais que possam agredir as vértebras lombares.

Segundo seu relato, que se parece muito com pessoas que possuem dores lombares, seu corpo “falou”, “avisou”, “se manifestou” previamente antes de você “travar”.

Cansaço, fraqueza, restrição de movimentos, dores na região lombar ou pernas após os exercícios são sinais de que algo está anormal. Dores do dia seguinte devido aos exercícios são comuns quando você ultrapassa seu limite físico, mas dores na coluna não devem ser encaradas com naturalidade.

A coluna vertebral é dividida por regiões, no pescoço, se chama cervical. No tórax, coluna torácica, na curvatura lombar, acima do quadril, coluna lombar e na região glútea, ou no quadril, coluna sacral.

A coluna vertebral é formada por vértebras. Parece óbvio, mas cada região da coluna, suas vértebras são diferentes em espessura, largura, de tamanho porque em cada região os movimentos e funções são diferentes. Pense da seguinte maneira: pescoço e lombar são duas regiões as quais tem uma função de movimento. Se essas regiões não se movimentam, rodam, fletem, estendem, nós não conseguiríamos nos mexer. As regiões torácica e sacral, são regiões de estabilidade e proteção, de órgãos vitais, como pulmão, coração e órgãos pélvicos. Portanto, segundo este raciocínio, as vértebras das regiões têm que ser diferentes. Com menor espessura e fragilidade a torções estão as cervicais e lombares.

Sendo assim, fica compreensível a razão em “tirar o pé do acelerador” durante uma crise aguda de dor lombar ou lombalgia, e em cervical ou cervicalgia.

Nessa fase, você deve desinflamar e tirar a dor (analgesia) da região. Medicamentos, repouso ativo, recursos fisioterapêuticos analgésicos (*TENS (eletroterapia – veja aqui), ultrassonografia, laserterapia) são as principais diretrizes.

Depois dessa fase, ao passar por um fisioterapeuta, constatando seus desvios e escoliose, técnicas de reeducação postural, alongamentos, exercícios terapêuticos são recomendados até a alta. Este período pode levar de seis meses a um ano.

Natação, hidroginástica, musculação direcionada, bicicleta, pilates, RPG, alongamentos, ginástica corretiva são modalidades que você deverá fazer para o resto da vida.

Tenha paciência e equilíbrio nas suas escolhas.

Bons exercícios!

Atenção!
Este texto não substitui uma consulta ou acompanhamento de um médico ou fisioterapeuta e não se caracteriza como sendo um atendimento.




TAGS :

    fisioterapia, dor, coluna, lombar

Milena Imaizumi

Educadora física, pós-graduada em Fisiologia do Exercício e fisioterapeuta, pós-graduada em Fisioterapia Desportiva. Desde de 1997, atua como personal trainer há 15 anos na área de ginástica postural e RPG. Desde 2007, na área de uroginecologia trabalha com orientação e conscientização da saúde do homem, da mulher e de atletas quanto a musculatura pélvica e afecções. Supervisiona o curso de Fisioterapia em Obstetrícia e Uroginecolocogia da UNIFESP.



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