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Sempre acertei em minhas escolhas amorosas, mas ultimamente tenho errado. O que acontece?

Anette Lewin 09/03/2018 PSICOLOGIA
Sempre acertei em minhas escolhas amorosas, mas ultimamente tenho errado. O que acontece?
Fonte: imagem Pixabay
Saindo da virtualidade qualquer relação exige paciência, dedicação, generosidade e empenho

Por Anette Lewin

Depoimento de uma leitora:

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“Tenho 37 anos, já namorei várias vezes, mas ultimamente os meus relacionamentos não têm dado certo. Por que só faço escolhas erradas ultimamente? Sinto-me muito fragilizada emocionalmente, pois gostaria de ter um namorado que me amasse, que me fizesse bem e que eu pudesse corresponder. Não sou a favor de fazer joguinhos para conquistar alguém, prefiro ser eu mesma, verdadeira.”

Resposta: Será que você realmente regrediu na sua capacidade de escolher pessoas “certas” para se relacionar? Em geral, acontece o contrário: quanto mais experiência você tem, mais chance de fazer escolhas mais sensatas, pois você aprende a distinguir o que você aceita e o que não aceita. Assim, não me parece que o problema esteja exatamente na escolha. Mesmo porque seus namoros terminaram e você, ao que parece, ainda pretende encontrar alguém para formar um vínculo mais duradouro. Assim, suas escolhas foram “mais ou menos certas”, não é?

Talvez o que mudou foi a maneira de lidar com as pessoas que você escolhe. Chama atenção o fato de você dizer que não é a favor de fazer joguinhos para conquistar as pessoas. Isso sinaliza que você pode estar sem paciência para o jogo da conquista. Porque conquista é um jogo. Afinal, ninguém sai dizendo “você quer namorar e casar comigo?” no primeiro encontro. As pessoas vão se mostrando aos poucos, escolhendo o que falam, jogando olhares sedutores e isso é um jogo. O jogo da sedução. Pense então se sua ansiedade e vontade de encontrar a pessoa certa sem o trabalho da conquista não são fatores que atrapalham e acabam afastando as pessoas. Levando você a crer que está fazendo escolhas erradas.

Parece que a ansiedade também está atrapalhando. Você está com 37 anos e nessa idade, as mulheres sentem que estão nos 45 do segundo tempo. Pelo menos as que querem ter filhos. E querem encontrar rapidamente um pai para esses filhos. Se os namorados que você escolhe ultimamente sentirem que é essa a sua intenção, a não ser que eles também estejam ansiosos para ter filhos, se sentirão usados. E tenderão a sair da relação. Assim, neste momento, é importante avaliar se há um alinhamento entre o que você e a pessoa escolhida esperam do relacionamento. Se não houver, dificilmente a relação caminhará bem.

Para encontrar um namorado que a ame, você precisa se amar antes de mais nada. Sim, esse grande clichê faz toda a diferença. Afinal quem vai se sentir bem ao lado de alguém que se sente fragilizada e ansiosa? Trabalhe sua autoestima, faça coisas que goste, tente levar uma vida agradável independentemente de ter ou não ter um namorado. Afinal, relacionamento amoroso não é nem deve ser a única meta na busca da felicidade. Se você estiver se sentindo completa, acabará atraindo pessoas completas e fazendo escolhas sensatas. Se estiver aos pedaços atrairá pessoas carentes e despedaçadas afetivamente.

Vivemos numa época em que, aparentemente, a escolha amorosa é farta é fácil. Num clique na tela do computador você tem um monte de candidatos que se interessam por você. Se colocar uma boa foto no seu perfil, é claro. Como início, isso é ótimo, abre muitas possibilidades para quem procura seu par. Mas essa facilidade é só no começo. Saindo da virtualidade qualquer relação exige paciência, dedicação, generosidade e empenho. Como nos velhos tempos.

Atenção!
Este texto não substitui uma consulta ou acompanhamento de um psicólogo e não se caracteriza como sendo um atendimento.

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Vya Estelar quer colocar você, querido leitor, mais perto ainda de nós. Esse profissional irá responder dúvidas enviadas pelos internautas sobre um determinado tema. A psicóloga Anette Lewin responderá sobre relacionamento amoroso, conflitos na vida a dois e conjugal. Esta resposta possui dois formatos: 1º formato: responder as perguntas enviadas pelos leitores. 2º) formato: de A a Z, explicar através de uma palavra em específico (verbete) o significado do que sentimos ao amar. Esta palavra será extraída de um e-mail enviado pelo leitor a esta coluna. Os e-mails serão selecionados e editados de acordo com critério editorial do Vya Estelar, já que não será possível responder a todos. Seu nome e e-mail serão preservados.

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    porque, não, acerto, escolhas, amorosas

Anette Lewin

É psicóloga graduada pela PUC/SP. É psicoterapeuta de adultos e adolescentes em consultório particular desde 1975 até a presente data. É coach em saúde mental.



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