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Entenda de uma vez por todas a teoria do fluir: flow-feeling - parte II

Renato Miranda 10/01/2018 SAÚDE E BEM-ESTAR
Entenda de uma vez por todas a teoria do fluir: flow-feeling - parte II
Fonte: imagem Pixabay
O fluir é antes de tudo uma consequência do envolvimento na tarefa

Por Renato Miranda
    
Na tentativa de continuar a explicar resumidamente a teoria Flow-feeling, ou fluidez, preconizada por Mihaly Csikszentmihalyi, nesta segunda parte, escreverei sobre algumas características e condições básicas para que o atleta flua em suas atividades.

Lembro também que toda pessoa em qualquer outra experiência também pode perfeitamente vivenciar o fluir, pois este é um estado mental comum ao ser humano.

Quando a pessoa flui, seus objetivos a serem atingidos são facilmente identificados, há uma clara percepção de que suas aptidões se adequam para enfrentar os desafios imediatos (retro informação imediata – feedback).

Além disso, a autoconsciência (relativa ao ego) desaparece, ou seja, não há preocupações daquilo que as pessoas possam avaliar sobre o comportamento dela mesma, há uma concentração intensa na tarefa, perda da noção do tempo, percepção de satisfação, controle absoluto das ações, a experiência tem forte traço autotélico (veja primeira parte deste texto), há alegria espontânea e a experiência vivenciada é intrinsecamente compensadora.

Não há algo que faça a pessoa fluir automaticamente, o fluir é antes de tudo uma consequência do envolvimento na tarefa. No entanto, algumas condições favorecem o fluir.

Tais condições, segundo Csikszentmihalyi, podem ser assim destacadas: relacionar a estrutura da atividade à habilidade da pessoa. Aqui vale observar a seguinte regra: atividades muito fáceis geram tédio, atividades de grande dificuldade geram ansiedade. O ponto ideal é quando a pessoa (atleta!) percebe que a execução da tarefa com sucesso é uma questão de tempo. Em outras palavras, mesmo que a mesma não consiga realizar integralmente a tarefa ela percebe claramente que, com seu esforço e habilidades chegará ao objetivo.

Acrescenta-se a essas condições: oferecer percepção de descoberta, impulsionar a pessoa para níveis elevados de desempenho e conduzi-la a estados de consciência jamais sonhados.

É fundamental observar sobre a teoria do Flow algo particularmente elementar, mas que Csikszentmihalyi, destaca especialmente, qual seja; o fluir tem uma característica dinâmica traduzida pela vontade de desenvolvimento e descoberta que todos nós temos.




TAGS :

    flow, feeling, fluir

Renato Miranda

Professor da Faculdade de Educação Física da UFJF; Mestre e doutor em Psicologia do Esporte (UGF); Especialista em didática e psicologia do esporte na Alemanha (Escola Superior de Esporte Alemã - Colônia) e Rússia (Instituto de Cultura Física de Moscou); Consultor de atletas em psicofisiologia (concentração, estresse. motivação e flow-feeling).



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